segunda-feira, 20 de junho de 2011

Tragédia: pai mata filho usuário de drogas e se suicida em Estreito

Não suportando conviver com a desgraça da droga consumindo a vida do filho de 26 anos de idade, o empresário Marcos Moura foi ao extremo do sofrimento interior no meio da madrugada de ontem: aproveitou que o rapaz dormia e deu-lhe um tiro na cabeça. Em seguida, apontou para o próprio ouvido e disparou de novo. Filho e pai morreram na hora, em casa.
A tragédia abalou a cidade de Estreito, onde a família tem um supermercado. Conforme relatos de amigos de ambos, Marcos Moura parecia muito deprimido pela descrença na recuperação de Deivid, o filho dependente de drogas já há algum tempo. Apesar das diferenças de comportamento e de hierarquia familiar, havia muito respeito e carinho entre pai e filho, mas o chefe da família, responsável pela criação dos filhos de Deivid, aparentava ultimamente cansaço emocional evidente na forma calada de se comunicar ou manifestar sensações e sentimentos. Diferente do que muito se comentou em Estreito após a tragédia, pai e filho pouco brigavam, segundo pessoas da convivência familiar.
Das horas que antecederam as mortes, o que se sabe, segundo ainda amigos da família, é que Deivid passou parte do dia na rua e em algumas passagens por casa e pelo comércio da família deixou aparentar que consumira alguma droga, provavelmente crack. Durante a noite, pouco movimento em família até a esposa de Marcos deixa-lo em leitura habitual na sala e dirigir-se para o quarto do casal. A mulher contou que ao término das orações habituais ouviu estampidos e chamou pelo marido. Sem ser atendida, sequer ouvida, resolveu voltar á sala. Ao passar pelo quarto de Deivid, deparou com pai e filho mortos. Os relatos descartam discussões ou embate físico. Deivid jaz, na cama, acrescentado ao cenário da hora que adormeceu apenas um único tiro na cabeça. Também com um único disparo no crânio, Marcos não agonizava mais.
Pai e filho foram velados em casa e no final da tarde sepultados. Não há informações sobre cartas ou outro documento de desculpas ou de justificativas deixado por Marcos Moura. Presumidamente, a maior perda é para os filhos de Deivid, que chamavam também o avô de ‘pai’

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