terça-feira, 12 de julho de 2011

UMA LEITURA DA SALA DE LEITURA

A sala de leitura de uma escola de 1.º ou 2.º grau, pública, obedece em geral ao princípio, não explícito, mas dominante, de que este espaço é um anexo, um apêndice, algumas vezes, importante, do processo ensino-aprendizagem desenvolvido nestas escolas, seja qual for a linha pedagógica adotada, seja qual for o governo. A bem de verdade, poderíamos destacar períodos administrativos em que houve maior ou menor atenção por parte dos governos municipais e estaduais, e até federal, no sentido de disponibilização de recursos para a fixação da sala de leitura como um espaço efetivo dentro da escola, recursos que vão desde a instalação física da sala, até a compra de livros, de periódicos, de equipamentos (de prateleiras a eletrônicos), bem como a determinação dos cargos e funções envolvidas na sala de leitura.
Porém, não é neste ponto que buscaremos centralizar a contribuição deste trabalho, mas sim na busca de um conceito de sala de leitura, que de forma ousada, apresenta não só uma modificação do que se entende, geralmente, por sala de leitura, mas uma modificação do que acreditamos que deva ser uma escola.

A salas de Leitura na rede Municipal de Ensino de São Paulo: Em busca de uma definição.

Tomaremos, como exemplo, para a definição do conceito predominante de sala de leitura atual da escola pública o caso das salas de leitura das escolas da rede municipal de São Paulo, especificamente nos períodos de 1972 a 1996.
O programa de sala de leitura das escolas municipais da cidade de São Paulo teve início em 1972 por meio de uma experiência piloto de ação intercomplementar que envolvia uma escola de 1.º grau e uma biblioteca infanto-juvenil, BIJ Anne Frank. Essa experiência tinha nas chamadas técnicas de leitura o seu modo principal de ação, especialmente na questão da compreensão do texto. Surge daí o programa de leitura dirigida por fichas, aplicados aos alunos de 2.ª até 6.ª séries do 1.º grau, com sessões semanais. Em 1983, 11 anos após essa experiência inicial, a rede municipal contava com 130 salas de leituras implantadas no espaço físico das escolas. Em cada sala de leitura trabalhava um professor responsável pela organização e atividades ali desenvolvidas, como: leitura dirigida de fichas, leitura livre, empréstimos de livros, hora da história e orientação para pesquisas encomendadas pelos professores de sala de aula.
A partir de 1983 a sala de leitura passou a ser vista sob um novo ângulo e surgem conceitos como leitura-pretexto, leitura-prazer e leitura do mundo. Em conseqüência desativa-se o programa de leitura dirigida por fichas. Os professores encarregados passam a ter liberdade para criar novas e diferentes atividades.
A administração de Luiza Erundina abriu espaço para a discussão do papel da sala de leitura entre os profissionais da rede municipal de ensino, sempre norteada pela chamada proposta de educação libertadora. Nesse sentido foram levantadas as seguintes deliberações que foram implantadas:
a) – uma legislação regulamentadora das salas de leitura;
b) – ampliação e atualização do acervo;
c) – instalação de sala de leitura em toda a rede municipal;
d) – possibilidade de atendimento a todos os turnos e modalidades de ensino;
e) – em escolas com mais de 60 classes surgiu a possibilidade de designação de mais de um professor encarregado de sala de leitura.
Com isso, chega-se a 1992 com 331 salas de leitura de um total de 354 escolas municipais, ou seja, 93% das escolas municipais dispunham de sala de leitura, devendo-se ainda observar que em média cada sala de leitura tinha um acervo de 3.500 livros. Algumas salas de leitura possuíam mais livros do que algumas bibliotecas municipais infanto-juvenis. Num trabalho, por mim realizado, em 1993, constatei que uma certa sala de leitura de uma escola municipal possuía tombados 15.773 volumes, enquanto a BIJ Vinícius de Moraes contava 14.022 volumes. Uma sala de leitura de uma outra escola possuía 13.789 volumes, ao passo que a BIJ Vicente de Carvalho contava com 12.490 livros.
Por estes dados podemos comprovar a amplitude que algumas salas de leitura alcançaram. A questão que inicialmente podemos colocar é o que efetivamente é uma sala de leitura dentro da escola. Na tentativa de insinuar mais alguns questionamentos buscaremos a seguir comentar o espaço físico destas salas de leituras.

O Que é uma Sala de Leitura?

Seu objetivo parece ser a mediação da leitura por intermédio da coordenação do professor encarregado de sala de leitura e dos demais educadores. É um espaço cultural, sem dúvida, considerado pela administração da secretaria municipal de educação como um lugar para a leitura crítica do mundo. Nesse espaço existem livros, textos, revistas, dicionários, enciclopédias, gibis, distribuídos em estantes, armários, caixas, caixotes e mesas. Segundo a mesma secretaria municipal “sempre facilitando o acesso do aluno ao acervo.” (Folheto do Programa de Salas de Leitura, 1991).
O professor da sala de aula teria através da sala de leitura um acervo de consulta para atender às suas necessidades, para tal, no entanto, seria condição necessária que o professor, por sua vez, participasse das atividades de sala de leitura e que conheça o acervo, orientando os alunos para consulta bibliográfica e dando continuidade às atividades de sala de leitura em sua sala de aula.
Preconizava a administração municipal de então que na sala de leitura os alunos teriam um espaço para a leitura: “lêem o trabalho, a escola, a família, a sociedade, o mundo, as emoções, os risos, a história, os sonhos.” (Folheto do Programa de Salas de Leitura, 1992).
Ainda segundo o mesmo folheto a sala de leitura seria um lugar onde os alunos “escrevem a vida, o amor, o riso, a tristeza, o medo, a fome, o adulto, o professor, eles mesmos; pensam o conhecer, o futuro, a luta, a sobrevivência, a amizade, a nota, em si, nos outros, outros mundos. A sala de leitura é um território livre, um posto avançado a serviço do saber, de sensibilidade, da crítica, da história e da luta por uma vida mais digna para as classes populares.” (ibidem, 1992).
Segundo a portaria 4.580 de 16 de agosto de 1990 são objetivos da sala de leitura:
1. Oferecer atendimento a todos os alunos, de todos os turnos e de todas as modalidades de ensino em funcionamento na Unidade Escolar;
2. Oferecer diversidade de acervo, de forma a contemplar todos os componentes curriculares, possibilitando desenvolvimento das atividades dos diferentes conteúdos específicos;
3. Propiciar a sua utilização também por todos os professores e pela comunidade.
Esses três objetivos integram-se nas diretrizes de uma administração que tendia a colocar a escola como um ponto referencial importante para uso da comunidade, notemos principalmente o terceiro objetivo, em que se permite o uso da sala de leitura pela comunidade, mas que na prática é quase nulo, visto que mesmo em bairros onde não existiam bibliotecas públicas, mas somente escolas municipais com salas de leitura, não foi possível comprovar efetivamente a utilização da sala de leitura pela comunidade, a não ser em casos em que se a utiliza não como um espaço equivalente de uma biblioteca, mas sim como um local para reunião da APM, de Conselho de Escola, e quando isso ocorre, a sala de leitura fica fechada para a utilização dos alunos. Existe, inclusive, uma resistência, por parte da administração da escola em abrir o espaço para a comunidade, resistência em certo sentido compreensível, tendo em vista que a sala de leitura, via de regra, não dispõe de espaço nem de pessoal suficiente para o atendimento da comunidade.
São consideradas ainda como atividades básicas da sala de leitura segundo a mesma portaria:
a) – tombar, promover, a divulgação e organizar o acervo;
b) – promover a hora da história. Momento em que o professor encarregado de sala de leitura lê para os alunos uma história previamente escolhida;
c) – abrir espaço para a leitura livre. Momento em que o aluno pode manusear o acervo e escolher o material de seus interesses para leitura;
d) – promover a hora da poesia. Atividade semelhante à hora da história, só que o gênero tratado agora é a poesia;
e) Promover empréstimos de livros que o aluno queira levar para casa. Essa atividade pressupõe um serviço de empréstimo com um controle específico.
f) Facilitar consultas bibliográficas. Esta também é uma atividade da sala de leitura que exige um treinamento por parte do professor encarregado de sala de leitura fora de seu campo específico de trabalho e ou especialização e dentro da área profissional do bibliotecário;
g) Promover sessões de vídeo e slides;
h) Editar jornais escolares;
i) Promover festivais de música, poesia e artísticos em geral;
j) Elaborar um álbum de fotos e documentos da região, da comunidade e da escola;
k) Divulgar os documentos da história do bairro;
l) Promover exposições diversas, desde feiras científicas até exposições artísticas, culinárias, folclóricas, etc...
Uma enumeração de tais atividades é suficiente para demonstrar que o conjunto destas atividades é trabalho demais para um único professor encarregado, mas sim, atividade para uma equipe de trabalho que deve direcionar toda a dinâmica da escola. Porém, via de regra, tais atividades são fortuitas, casuais, irregulares. Por outro lado, a sala de leitura é sempre considerada como um anexo, um espaço a mais, que a escola pode contar para atividades paradidáticas. Além de seu papel principal de ser um depósito de livros, que eventualmente o aluno pode se utilizar para seus trabalhos escolares. Louve-se, no caso da administração municipal, a portaria que obriga a inserção, no horário de aulas semanais do aluno, de uma aula de sala de leitura, em que este deve se deslocar para a sala de leitura quando estará não mais sob a orientação do professor de sala de aula, mas sob o comando do professor da sala de leitura.
No caso das escolas públicas da rede estadual, a sala de leitura não possui ainda o status que têm na municipal, não existe inclusive uma legislação e um programa específico para tal espaço. Uma porcentagem considerável das escolas estaduais sequer possui um espaço como esse. Outras têm como profissional encarregado da sala de leitura algum elemento do quadro operacional, em geral, com pouco mais do que o 1.º grau incompleto como nível de instrução, de modo que resume-se suas atividades à limpeza do local e controle de empréstimo. Algumas, inclusive, mantém este espaço fechado permanentemente, eu mesmo quando professor da rede estadual, trabalhei em escolas assim. Em uma delas a sala de leitura tinha a porta trancada a pregos, de tal modo, que quando de uma mudança de direção da escola, pudemos arrombá-la e descobrir um rico acervo de mais de 10 mil livros! No mais das vezes, apenas escolas estaduais tidas como centrais de uma região ou escolas modelo possuem um espaço que ora é denominado de sala de leitura, ora de biblioteca escolar, e que são administradas por algum professor que esteja afastado da sala de aula por alguma determinação médica, os chamados readaptados.
Cabe observar, que a denominação legal de sala de leitura é uma estratégia para inviabilizar a pretensão dos sindicatos dos bibliotecários que tendo a seu lado uma legislação profissional de reserva de mercado para o profissional formado em biblioteconomia, poderia requerer, caso fosse mantida oficialmente a denominação de biblioteca escolar, a contratação de bibliotecários pra esse serviço. Observe-se ainda, que seja na esfera municipal ou na estadual, não existe nenhum programa ou proposta de integração de atividades entre as bibliotecas públicas ou infanto-juvenis com as salas de leitura, de tal modo que ambos os serviços se desconhecem completamente, e mais ainda, se pensarmos nestas últimas décadas em que alguns governos buscando uma marca de investidores na cultura, construíram amplos centros culturais, visitados em geral por estudantes, buscando material para pesquisas escolares.
A seguir mostraremos a dificuldade de se colocar sala de leitura dentro do processo ensino-aprendizagem que preserva o espaço da sala de aula como o espaço sagrado do saber.
Sala de Leitura, Sala de Vídeo, Sala de Informática... Quanta sala, meu Deus!
Depois do advento da sala de leitura, que não é mais do que a recuperação do conceito de biblioteca escolar, sob a imagem de uma integração entre atividades de sala de aula e atividades de pesquisa e leitura características de uma biblioteca, surgiram nos últimos anos outras salas, e/ou recursos para a escola.
Um deles refere-se ao vídeo e à televisão. Inicialmente considerado caro e só disponível para escolas consideradas de elite, hoje, seja pelos méritos da APM, seja através de recursos governamentais, a maioria das escolas estaduais e municipais possuem um aparelho de televisão, um vídeo e outros aparelhos eletrônicos como aparelhos de som e até, algumas, filmadoras. Deste modo criou-se nas escolas um novo espaço, a sala de vídeo, local onde se desenvolvem atividades ligadas à apresentação de filmes inseridos de alguma forma no conteúdo das disciplinas, além de vídeos produzidos na própria escola, como gravações de festividades, comemorações, entrevistas, etc. Atualmente filmes como Vidas Secas, Nélson Pereira dos Santos, sobre romance de Graciliano Ramos; Macunaíma, filme sobre romance de Mário de Andrade, dir. de Joaquim Pedro de Andrade; Terra em Transe, de Glauber Rocha, são mais exibidos em salas de vídeo escolares, do que em cinemas e televisões.
Muitas vezes a sala de vídeo ocupa um espaço diverso da sala de leitura, outras vezes o vídeo é colocado na sala de leitura, de tal forma que se por um lado a sala de leitura ganha uma feição mais dinâmica, de outro, ela tem sua principal função um pouco distorcida, uma vez que, quando da apresentação dos filmes, são interrompidos os serviços ligados à leitura e ao livro.
Outro recurso recente é o computador, através de programas governamentais de distribuição e aplicação de recursos de informática, cada vez mais as escolas estão sendo informatizadas. Inicialmente, utilizando-se o computador nas tarefas administrativas, o que implicou em maior agilidade nas tarefas burocráticas, e que exigiu treinamento do pessoal de secretária para isso, logo os computadores passaram a ser utilizados pelos alunos e professores, criando-se a sala de informática, última coqueluche da tecnologia associada à educação. Professores e alunos tiveram que se desdobrar para, não só saber utilizar o novo instrumental, como também refletirem sob sua prática de modo a derrubarem certos tabus e preconceitos com relação ao mito do cérebro eletrônico.
Em geral, a sala de informática, ainda muito mal inserida na prática pedagógica, situa-se numa posição contrária à sala de leitura. De tal modo que a sala de informática é vista, tanto por professores como alunos, como um ambiente futurista perdido num cenário antiquado, um templo surrealista, em que além de conhecimentos de informática exige o domínio cada vez maior de expressões e palavras de língua inglesa, surgindo daí um cem número de neologismos, alguns já inclusive dicionarizados: mouse, deletar, inicializar (sic!), formatar, file, reset, resetar, gravar, back-up, menu, design, internet, web page, site, software, hardware, drive, disquete, windows, word, powerpoint, game, etc...
Já a sala de leitura, em contraposição, passa a representar o templo do passado, o arquivo de uma época que nos chega sob certa atmosfera de aspecto sombrio e enevoado, de um tempo em que escritores debruçavam-se à luz de velas sobre grandes folhas de papel e tendo ao lado um tinteiro e umas vistosas penas de pavão. A sala de leitura, neste novo contexto, passa a representar a tradição, e por extensão, o local do dicionário, o local da literatura e da língua portuguesa.
Visão contraditória e ambígua, uma vez que nas últimas décadas têm surgido, sob a denominação de centros culturais, espaços onde a biblioteca o museu de arte, o cinema, o teatro e a sala de informática (com acesso gratuito à internet) tem se conjugado, via de regra, sob um arquitetura futurista e pós-moderna, como por exemplo o Centro Cultural São Paulo, Centro Cultural da América Latina, na cidade de São Paulo. Vide a este respeito trabalhos como o de Luís Milanese (Centro de Cultura: Forma e Função, Hucitec, 1990; A Casa de Invenção, Siciliano, 1991), José Teixeira Coelho Neto (Usos da Cultura, Paz e Terra, 1986).

Sala de leitura: Centro de Ação Cultural e uma nova arquitetura da escola.

No PCN de Língua Portuguesa lê-se que “Cabe, portanto, à escola viabilizar ao cesso do aluno ao universo dos textos que circulam socialmente, ensinar a produzi-los e a interpretá-los. Isso inclui os textos das diferentes disciplinas, com os quais o aluno se defronta sistematicamente no cotidiano escolar e, mesmo assim, não consegue manejar, pois não há um trabalho planejado com essa finalidade. Um exemplo: nas aulas de Língua Portuguesa, não se ensina a trabalhar com textos expositivos como os das áreas de História e Geografia e Ciências Naturais; e nessas aulas também não, pois se considera que trabalhar com textos é uma atividade específica da área de Língua Portuguesa.” (PCN, Ministério da Educ. e do Desporto, vol. 2, Brasília, 1997, p.30).
Hora, cremos que a efetiva aplicação desta possibilidade implica também numa modificação do conceito de aula, de disciplina, inclusive propomos uma modificação do espaço da escola.
Imaginamos uma escola em que a sala de leitura seja espaçosa, a maior dependência da escola, tendo ainda como anexos à esta imensa sala, uma sala de vídeo, uma sala gráfica (para impressão e produção de jornais escolares, boletins diversos, cartazes, etc.), uma sala de informática (com computadores conectados à internet), salas menores, com divisórias transparentes para reunião de pequenos grupos de alunos, de modo a que possam executar trabalhos em conjunto ali, cabines individuais para a audição de fitas e cds, e uma ampla sala com mesas para a leitura de livros, além de uma outra sala para o desenvolvimento de atividades como a “hora da história” ou a “hora da poesia”. Tal complexo de salas, seria coordenada não por uma professora encarregada, mas uma equipe de professoras encarregadas de sala de leitura, treinadas para tal, de modo a tira o maior proveito do espaço.
Imaginamos uma escola de porte médio com cerca de 15 salas de aula por período. Tais salas ficariam neste prédio localizadas contíguas a um corredor central do pavimento que circulasse o espaço do complexo da sala de leitura. De tal forma, que as salas de aula tendo as janelas voltadas para o lado de fora da escola, teriam à porta dando para esse corredor, e haveria pelos menos quatro portas, amplas, grandes, dando acesso à área central do pavimento que é o espaço da sala de leitura.
Assim imaginamos a utilização desta nova distribuição de salas. Na sala de leitura estariam permanentemente sendo ocupadas por cinco salas de um total de quinze, em forma de rodízio, de tal modo que a cada três dias de aula, um seria na sala de leitura. As cinco classes que estivessem na sala de leitura estariam em atividades diversas: uma, p.ex., estaria num momento na “hora da história” ou da poesia, uma segunda, fazendo alguma pesquisa, lendo e fazendo anotações para um produzir um trabalho encomendado por algum professor ou professores, no caso de um trabalho interdisciplinar, uma terceira classe estaria assistindo algum vídeo, uma quarta ocupando o espaço dos trabalhos em grupo, executando exercícios dirigidos pelo professor de alguma disciplina específica, e a quinta desenvolvendo atividades na sala de informática, como pesquisa à internet, digitação de textos e trabalhos, etc. Ainda, haveria espaço para outros alunos, de outros períodos, para executarem suas pesquisas, além da possibilidade de utilização da sala de gráfica para a confecção, por exemplo, do jornal escolar.
Assim a escola teria uma outra dinâmica, de tal maneira, que a sala de aula passaria a dividir com o espaço da biblioteca escolar as responsabilidades curriculares. Podemos imaginar um rodízio das diferentes áreas no controle da direção das atividades da sala de leitura, assim, num mês, p.ex., os professores de História é que definiriam a programação de atividades, tendo a responsabilidade de atender às outras disciplinas, criando vínculos curriculares entre as diversas disciplinas, noutro mês seria geografia, depois português, fazendo assim que este amplo espaço tenha feições modificadas mês a mês.
A escola deixaria de ser o espaço do discurso único do professor, para ser o espaço da orientação do professor no processo de ensino-aprendizagem
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Por: Jairo Luna.

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