segunda-feira, 5 de setembro de 2011

MALDITAS LETRAS MALDITAS (Crônica)


Toda vez que alguém de ideia torpe, escreve e publica um texto, no qual a narrativa tem como intuito único e exclusivo somente denegrir a imagem de determinada pessoa, eu fico a me perguntar por que este alguém não usa esta inspiração e canaliza-a para enaltecer a Natureza, a Vida, Deus e o Belo! Se dessa forma procedesse, chamaríamos isso de Poema. Mas o filósofo Platão já dissera que “as coisas belas são difíceis de aprender”. Não faz muito tempo, mas Raposa tem mergulhado num costume ridículo, de qualquer desequilibrado se achar no direito de transportar para o papel e redes sociais na internet suas revoltas, frustrações, e destilar seu ódio em forma de veneno e, com isso, atacar, atirando para todos os lados, no afã de destruir vidas, famílias e imagens ilibadas de cidadãos de bem que aqui residem. “Os sábios discutem ideias, os idiotas, pessoas”.
Jamais na Literatura as letras foram tão maltratadas, tão mal empregadas dentro de narrativas pífias, onde os infelizes “autores” tentam construir uma linguagem com afunção conativa, em que o agente tem a intenção de influenciar, envolver e persuadir os leitores.
A Constituição Federal, no Capítulo I, que trata dos direitos e deveres individuais e coletivos, no seu artigo 5º, inciso IV, fala que é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato. Portanto, toda e qualquer pessoa que escreve um artigo e não assina, indubitavelmente esta “criação literária” não é digna de atenção, em nada contribui, porque não traz na sua essência nenhum tipo de informação. Ter liberdade de expressão não significa usar as malditas letras malditas para hostilizar pessoas.
Todos sabemos que o campo literário é construído de vários estilos, e que dentre esses, existe a Sátira que é uma composição poética, tendo a função de censurar ou ridiculizar defeitos ou vícios, ou ainda, qualquer escrito picante ou maldizente. Embora a Sátira tenha em suas características a ironia, que a mesma tenha clareza, ética e limites, pois só Deus não padece limites!
Para o bem da Cultura, da Política, da Religião e da Educação do nosso povo, espero que este momento de ódio, rancores e ressentimentos que reina entre os homens, seja apenas um modismo, e que logo passe.
E que ninguém ouse a usar das letras, a não ser para informar, conscientizar, educar, esclarecer e orientar a quem dela faça uso.


JOAQUIM FERREIRA FILHO

Graduado em Letras pela Faculdade de Educação São Francisco

Membro-fundador da Academia Pedreirense de Letras – APL

Sócio da Associação dos Poetas e Escritores de Pedreiras



Fonte: Prof.Elcinho
Adaptado por A voz da Raposa

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