quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Reforma política: gritaria entre surdos

Sem consenso depois de nove anos de debates, a reforma do sistema político depende agora de duas possibilidades em andamento no Congresso Nacional. Ambas são extremamente polêmicas. A primeira é um acordão entre o PT e o PMDB, detentores das maiores bancadas na Câmara. A costura que está em curso pode transformar o coração da reforma, estruturado pelos sistemas de votos e de financiamento das campanhas, em mecanismos híbridos e contraditórios. A segunda possibilidade que tramita no Senado é de o PMDB apoiar o projeto do nascituro PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, de aprovação de uma Constituinte Exclusiva em 2014, destinada a revisar a Constituição de 1988 e promover todas as reformas que estão em suspenso. Como a Constituição é considerada avançada e sequer acabou de ser regulamentada, inclusive com relação à reforma política, o mecanismo é temerário, além de lento.

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