quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Neto Evangelista apela para que militares não sejam punidos

O deputado Neto Evangelista chamou a atenção dos líderes do governo, especialmente os que estavam reunidos com os militares durante a mobilização do dia 8 de outubro, quando PMs e Bombeiros levaram suas reivindicações à Assembléia Legislativa. Na reunião com uma comissão de deputados ficou acertado que não haveria retaliação do Comando Geral da PM contra os grevistas.
Neto Evangelista informou que, no entanto, três tenentes-coronéis do Corpo de Bombeiros foram punidos com a exoneração de seus comandos no dia seguinte à mobilização. O tenente-coronel Goiano, do 2 Grupamento de Bombeiros Militares, foi detido no dia mesmo da mobilização em frente à Assembléia. O tenente-coronel Celso Alves, do Grupamento de Emergência Médica da Cohab, foi exonerado no dia seguinte e o mesmo aconteceu com o tenente-coronel Saraiva, do 3 Grupamento de Imperatriz.
O deputado sugeriu aos parlamentares que estavam presentes na reunião do dia 8 que façam alguma coisa para intermediar, junto ao Comando Geral da PM e ao Governo do Estado, no sentido de que voltem atrás na decisão tomada que implicou em retaliações contra líderes do movimento.
Segundo Evangelista, os militares estão achando que nenhuma das promessas feitas para o dia 23 será cumprida, já que o acordo de não retaliação está sendo ignorado pelo governo. Evangelista entende que a palavra empenhada da Assembléia Legislativa não pode ser descumprida.
HISTÓRICO
Os militares suspenderam o movimento de paralisação após reunião realizada ainda no dia 8 de novembro, entre os representantes dos PMs e bombeiros, com o presidente da Assembléia, deputado Arnaldo Melo e outros deputados. Os presentes foram Jota Pinto, Manoel Ribeiro, Eliziane Gama, Eduardo Braide, Carlinhos Amorim, Luciano Leitoa, Hélio Soares Stênio Rezende, Rogério Cafeteira, Rubens Júnior, Marcelo Tavares, Bira do Pindaré e Raimundo Cutrim.
Durante o encontro, o presidente garantiu que a Assembléia iria mediar e defender os interesses das duas categorias de servidores públicos. Entre as reivindicações estavam o reajuste de 30%, melhores condições de trabalho e reestruturação do plano de carreiras. Os militares revelaram-se preocupados também com o fato do reajuste das categorias não constar da proposta de orçamento de 2012.
Em outra reunião, também no dia 8, ocorrida no Palácio dos Leões, entre o comando da paralisação, o governador em exercício Washington Oliveira, secretários de Estado e um grupo de parlamentares, o então governador garantiu: “Não haverá punição a ninguém que tenha participado do movimento grevista”.

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