domingo, 22 de janeiro de 2012

Telefone celular: antes artigo de luxo, agora necessidade de todos

Desde a primeira ligação feita por um telefone celular, em 1973, nos Estados Unidos, até os dias atuais, muita coisa mudou. A tecnologia evoluiu e cresceu o desejo das pessoas de estarem sempre conectadas. Assim, o aparelho celular que já foi considerado artigo de luxo e símbolo de status, hoje está ao alcance de boa parte da população. Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) revelam que atualmente o Brasil possui 242,2 milhões de celulares habilitados, quase 20% a mais do que em 2010. Equipados com câmeras de foto e vídeo, há sempre um celular pronto para registrar momentos importantes, seja o show de um artista famoso, um flagrante ou um acidente de trânsito.

O celular cumpre, hoje, o papel de uma espécie de “big brother” da vida real, capaz de estar presente em todos os lugares e de registrar todos os fatos que aconteçamm diante da pequena lente do aparelho segundo os critérios de edição do proprietário do telefone. Nesse contexto, polêmicas em torno do público e do privado é o que não faltam. A aposentada Joana Fonsêca, por exemplo, de 65 anos, viveu uma época em que não havia celular. “Era bem diferente. Não tínhamos a necessidade de saber o tempo inteiro onde a outra pessoa estava. Acho que o uso excessivo dos celulares e de fotografar tudo com as câmeras deles chega mesmo a ser invasão de privacidade”, comenta.

Já Maria Eduarda, de apenas sete anos, nasceu na era das comunicações móveis, da internet, dos smartphones e tablets. Ela tem um celular que usa principalmente para falar com os pais e tirar fotos dos amigos. “Acho legal ter celular, posso ligar para o meu pai e para a minha mãe quando quiser”, diz. A mãe, Carliane Vanessa Bonfim Pereira, de 32 anos, afirma não ser contra o uso do aparelho pela filha, mas ressalta os cuidados que é preciso ter. “Oriento sempre para que ela não converse com estranhos que possam ligar por engano, ou mesmo aplicando golpes, e para que apague as fotos tiradas. Não sou contra crianças terem celular, mas é preciso orientar”, frisa.

Pela facilidade e praticidade de manuseio dos aparelhos, os celulares também têm funcionado como instrumento de registro de crimes, acidentes, flagrantes de irregularidades. Com uma câmera de celular, o cidadão comum incorpora o repórter e contribui na construção da notícia diária. O coordenador do jornal Aqui-MA, Joelson Braga, cita o exemplo do mural de fotos, seção deste jornal dedicada à publicação de fotos dos leitores, e diz que a população quer se ver nas páginas dos jornais. “As pessoas se vestem de jornalista e mostram os problemas das suas comunidades, afinal ninguém melhor do que quem vivencia o dia a dia para saber das suas necessidades, e o jornal abre espaço para isso”, diz.

Ele acrescenta a importância da colaboração da população e conta que já houve um caso em que a capa do Aqui-MA utilizou uma foto tirada com celular e enviada por um leitor. “Muitas vezes a foto é o pontapé inicial para uma boa matéria”.

Casos recentes
Casos recentes como o atropelamento da menina de 12 anos na praia do Olho d’Água, ocorrido em dezembro, e o atropelamento que vitimou tia e sobrinho, de 42 e 13 anos, respectivamente, na Avenida Litorânea, em novembro de 2011, foram documentados por câmeras de celular (e repercutidos nas redes sociais, também bastante acessadas pelos telefones móveis). Em ambos os casos, imagens e vídeos feitos por testemunhas indicam detalhes das cenas dos crimes e mostram a alta velocidade com que trafegavam os motoristas.

Pelo visto, os mais de 240 milhões de celulares habilitados no Brasil não servem apenas para uma boa conversa.









Fonte: O imparcial

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