quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Sistema penitenciário do sul passa por crise - RS

Segundo a Brigada Militar, a operação foi feita para cumprir mandados de busca e apreensão, solicitados pelo Ministério Público do Estado

Cerca de 160 celulares, armas, drogas e até um videogame foram apreendidos ontem durante uma operação da Brigada Militar (a polícia gaúcha) em três presídios do Rio Grande do Sul. A ação foi deflagrada no Instituto Penal Escola Profissionalizante (Ipep) de Charqueadas, no Presídio de Passo Fundo e no Presídio de Rio Grande.
No Ipep foram apreendidos seis revólveres, duas pistolas, munição, 136 celulares, três câmeras fotográficas e videogame, entre outros itens. Já no Presídio de Passo Fundo foram apreendidos seis facas, 25 telefones celulares, 15 cachimbos para fumar crack, 113 pedras da droga, 50 comprimidos azuis não identificados e R$ 1.726.
No Presídio de Rio Grande, entre outros itens, foram apreendidos duas facas, cinco barras de ferro, drogas, um celular com dois carregadores e três baterias e um mp3 player. Também foram recolhidos do estacionamento sete veículos que estavam com licenciamento vencido.
Segundo a Brigada Militar, a operação foi feita para cumprir mandados de busca e apreensão, solicitados pelo Ministério Público do Estado, após a constatação da existência de grande número de celulares nos presídios.

Procurador pede intervenção federal em presídios do RS


O procurador de Justiça Lenio Luiz Streck pediu no fim da tarde de segunda-feira a intervenção do governo federal nos presídios do Rio Grande do Sul. A medida poderá permitir a construção de presídios com recursos da União sem a consulta ao governo do Estado. As informações são do jornal Zero Hora.
O pedido foi enviado a Brasília pelo procurador e deve ser analisado pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando Barros e Silva de Souza. Ele deve decidir se pedirá ou não a intervenção ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Streck incluiu no pedido diversas informações sobre o sistema carcerário do Estado. "Temos um déficit de 10 mil vagas. Tem 40 presos em celas para oito detentos", afirmou.
A assessoria de comunicação da governadora Yeda Crusius informou que o governo do Estado não comentará o pedido de intervenção feito pelo procurador de Justiça do Estado Lenio Luiz Streck.

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