segunda-feira, 19 de março de 2012

“PR não terá ministério dos Transportes” – diz líder de Dilma

O Partido da República, que rompeu com o Planalto pela segunda vez esta semana, desta vez declarando-se na oposição, tomou esta atitude ao constatar que não recuperará mais sua vaga no comando do Ministério dos Transportes. “O PR não tem quadros para o cargo. O único nome seria o de Blairo Maggi e o senador não quer ser ministro” – diz um líder de governo ao admitir que a presidente Dilma não está disposta a nomear outro nome da bancada do partido no Congresso apenas para preencher a cota do PR na Esplanada. “O Brasil está vivendo um tempo novo em tudo, e também nas práticas políticas. Vamos ter de nos acostumar com isso.” – afirma o líder.
Se confirmado, o movimento de Dilma para livrar-se do fisiologismo vai na direção contrária à regra que até agora tem norteado a montagem da equipe de governo. A ampla coalizão de partidos que garante a governabilidade levou ao loteamento do ministério e causou vários problemas no primeiro ano de mandato de Dilma, provocando demissões em série de ministros.
O ministério dos Transportes é um dos mais importantes da área de infraestrutura do governo, gerencia várias obras do PAC e administra um dos maiores orçamentos da Esplanada. O posto já foi feudo do PMDB, e garantiu por vários mandatos o poder de influência do partido, até ser entregue ao PR por Dilma. “Foi o PR quem rompeu com o governo. Cabe a eles agora um gesto de conciliação”, diz o líder, para quem a presidente Dilma não agirá “com a faca no peito”.
“Voto ninguém rasga” - No Congresso, o PR tem sete senadores e quarenta deputados. São votos que, segundo promessa do partido, já não estão garantidos pelo Planalto. Os senadores do PR, liderados por Blairo Maggi, prometem ir para a oposição. “Não faremos uma oposição raivosa, mas a partir de agora não temos mais compromisso de votar com o governo” -  diz Maggi (PR/MT).
Os governistas parecem não se preocupar com o impacto da ruptura do partido com o Planalto. Ainda assim, são cautelosos: “Voto ninguém rasga!” – diz o novo líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB/AM), que, no entanto, dá mostras de não acreditar que a disposição oposicionista do PR tenha fôlego longo.

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