terça-feira, 17 de abril de 2012

Morador da Raposa faz de refém agente penitenciário para reivindicar agilidade em processos

Celeridade nos processos jurídicos e transferência para uma unidade prisional do interior foram às principais reivindicações feitas por Marco Antônio Almeida Carvalho, o “Marquinho morador da cidade de Raposa”, e Francismar Freitas Brito, o “Dida”, que tomaram, na manhã de sexta-feira, 13, o agente penitenciário Edvaldo Batista dos Santos como refém. O caso foi isolado pela segurança interna e não envolveu outros detentos.   
Como garantia para soltar o agente, os detentos exigiram a presença do juiz da Vara de Execuções Penais, Jamil Aguiar, nas instalações da unidade prisional. Marquinho, o líder da ação, pediu que o magistrado agilizasse os processos referentes a ele. “Eu só quero que o senhor (Jamil) trabalhe para acelerar os meus processos”, disse o interno. 
Já o parceiro de Marco Antônio, Dida, pediu ao juiz que este lhe garantisse a transferência para a unidade prisional de Balsas. Segundo o interno, o motivo desse pedido é porque ele estaria sendo constantemente ameaçado por outros detentos. “Eu só quero que ele me diga que vou ter meu pedido atendido”, comentou.     
Depois das “cartas” expostas a situação foi acalmada e o refém liberado. Jamil Aguiar contou que a situação foi muito bem conduzida e todos chegaram a um consenso. “Conseguimos resolver o problema e o importante que ninguém saiu ferido”, destacou Aguiar.
Após ser libertado, o agente foi atendido pela equipe de saúde da unidade prisional que estava aposta para qualquer eventualidade. Conforme a coordenadora de saúde da Secretaria de Estado da Justiça e da Administração Penitenciária (SEJAP), Iolice Ribeiro, Edvaldo não sofreu qualquer lesão física. “Ele só estava bastante nervoso”, contou ela. 

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