quarta-feira, 20 de junho de 2012

Justiça concede alvará de soltura para PMs presos com sintomas de embriaguez


POR VALQUÍRIA FERREIRA
Os dois policiais militares que foram presos por suspeita de embriaguez, abandono de posto e por acusação de terem subtraído objetos do interior de um veículo, no Bairro do São Bernardo, estão soltos. Eles tiveram a liberdade concedida na manhã de ontem (19), após conseguirem o alvará de soltura, expedido pelo juiz auditor militar José Ribamar Heluy Júnior.
O cabo Amarildo Rios e o soldado José Walter, ambos do 8ª Batalhão de Polícia Militar (BPM), foram presos na madrugada de sábado (16), após Marco Antônio Rodrigues Reis (condutor do veículo) denunciar, por meio do número 190, que policiais militares haviam subtraído um celular e outros objetos do interior do seu automóvel, durante uma abordagem policial.

Foto: Alessandro Silva
O comandante do 8° Batalhão, tenente-coronel Sá, diz que a denúncia foi passada ao Policiamento da Unidade
De acordo com o comandante do 8° Batalhão, tenente-coronel Sá, a denúncia foi passada ao tenente Carvalho, coordenador de Policiamento da Unidade (CPU), que foi ao local, fez a revista nos policiais denunciados; no entanto, não encontrou os pertences da vítima. Mas, o tenente Carvalho percebeu que um dos policiais apresentava sintomas de embriaguez e levou os dois ao Comando Geral da Polícia Militar, no Calhau, onde foi solicitado o exame de alcoolemia. “Ficou constatado que o cabo Rios estava embriagado, além dos dois estarem fora do posto de trabalho, que seria na Forquilha”, destacou o comandante Sá.
Os militares foram autuados em flagrante pelos crimes militares de abandono de posto e embriaguez; este último somente o cabo Rios, e depois recolhidos no presídio militar. Em relação à acusação de roubo, a vítima, Marco Antônio Rodrigues Reis, disse ter conhecido somente o cabo Rios e, por não ter reconhecido o soldado Walter, alegou que não era possível fazer o reconhecimento dos PMS, pois estava muito escuro quando ele foi abordado.
Segundo o tenente-coronel Sá, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Franklin Pacheco, solicitou a abertura de inquérito policial para apurar o ocorrido. “Os militares vão retornar ao posto de trabalho somente no setor administrativo, para o prosseguimento das investigações”, contou Sá.

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