quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Menos votados derrubam vereadores na Raposa



Vereadores bem votados, mas não reeleitos Arlete Pontes e Enoque
Ignorado pela maioria dos eleitores, o coeficiente eleitoral foi mais uma vez decisivo para o preenchimento das vagas na Câmara Municipal da Raposa. Por causa dele, três candidatos que conquistaram votações expressivas nas urnas não foram eleitos ou reeleitos e terão que aguardar o próximo pleito eleitoral para tentar uma vaga na Casa.
Se a eleição para o cargo de vereador fosse definida apenas pelo número de votos individuais, o vereador Enoque, candidato a reeleição pela Coligação PP/PSD, iria ocupar a 9ª vaga na Câmara. Entretanto, os 352 votos obtidos por ele, não foram suficientes para conseguir uma das vagas conquistadas por sua coligação. Enoque, por exemplo, teve mais votos que Valmir (PRTB), que se elegeu com 346 votos. Outro candidato que chegou muito perto de ocupar uma cadeira no Parlamento Raposense, foi Patrício (PV), que obteve 348 votos, total superior ao do vereador eleito Zé Mário, do PCdoB, que conquistou 324 votos e ocupou a 10ª vaga.
Além de Enoque e Patrício, Arlete Pontes do PSDB, com 322 votos, também vai  ficar de fora do legislativo municipal em 2013. Pontes obteve mais votos que Ivaldo (PRP), que foi eleito com 303 votos e conquistou a 11ª vaga.
Por quê?
Essas situações acontecem porque na eleição para vereador não é o número absoluto de votos que conta, ou seja, não são necessariamente os primeiros da lista que se elegem. Chamadas de proporcionais, as eleições para Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e para a Câmara Federal, são decididas pelo quociente eleitoral.
O quociente é o número obtido dividindo-se a quantidade de votos válidos pelo número de vagas disponíveis em cada Casa. Ele determina quantos candidatos de cada coligação (ou partido, caso sem alianças) são eleitos.
Em 2012, por exemplo, foram 13. 243 (97,43%) votos válidos para vereador na cidade pesqueira. Este valor, dividido pelas 11 vagas da Câmara, resultou num quociente de 1.203. Ou seja: para cada 1.203 votos de uma coligação, esta coligação poderia eleger um vereador. Aí, sim, a ordem dos mais votados conta.
Eleitores renovam 80% da Câmara
Um fenômeno raro nas urnas no município de Raposa. Apenas dois vereadores conseguiram se reeleger. A renovação será de 80% no legislativo em 2013. Ou seja, o novo quadro político da Câmara Municipal promoveu uma verdadeira mudança, não somente na quantidade, com o salto de 09 para 11 cadeiras, mas também no desenho partidário com novos nomes e na grande maioria, de primeiro mandato.
A saída de 07, dos nove parlamentares, é um dos assuntos mais comentados da cidade. As mudanças agradaram os eleitores. O pleito na Raposa reelegeu três vereadores. São eles: Eudes (PRTB), Rosa (PP) e Valmir (PRTB).
Os vereadores que não conseguiram reeleição foram: Rabelo (PRTB), Enoque (PP) e Arlete Pontes (PSDB), que assumiu a vaga deixada pelo falecido vereador João Pinute (PP).
Os vereadores Márcio Greik (PV) e Lázaro (PSDB), não concorreram à reeleição. Já o vereador Clodomir (PRTB), disputou o cargo de prefeito e se elegeu com 6.040 (46,46%) contra 5.855 (45, 02%), de Talita Laci (PCdoB).

Por: Udes Cruz Filho

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