sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

SES adota medidas para auxiliar a saúde em São Luís

Em nota, a Secretaria da Saúde informou que as medidas são emergenciais e inadiáveis.


SÃO LUÍS – Em nota divulgada na noite desta quinta-feira (20), a Secretaria de Estado da Saúde (SES) comunicou que irá adotar medidas, de forma emergencial, para auxiliar o combate aos prejuízos causados pelos problemas na rede municipal de saúde em São Luís e ajudar no funcionamento dos hospitais, até que o prefeito eleito, Edivaldo Holanda Júnior (PTC), assuma o cargo no próximo dia 1º de janeiro.
Entre as medidas, está a disponibilidade de ambulâncias da Secretaria da Saúde para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), até a recuperação da frota, a disponibilização de material médico, serviços de exame hospitalar e limpeza e equipes de profissionais para ajudar na volta à normalidade da rede municipal de saúde e a requisição do prédio construído pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) em terreno do Hospital Tarquínio Lopes Filho, visando à criação de mais 100 leitos para o Hospital Geral.
A rede municipal de saúde em São Luís atravessa diversos problemas, entre eles a falta de manutenção dos equipamentos, a ausência de insumos básicos e a ameaça de paralisação das equipes de saúde por causa de salários atrasados. Segundo a SES, essa situação em São Luís ocasiona o congestionamento das UPAs e dos hospitais de retaguarda, como o Hospital Geral e o Hospital Carlos Macieira, que estariam atendendo acima da capacidade normal para a melhor prestação de serviço.
Na manhã desta sexta-feira (21), o secretário de Estado de Saúde, Ricardo Murad, vai realizar uma coletiva de imprensa para falar da situação dos Socorrões de São Luís. A coletiva começa às 9h30, no Auditório do Hospital Carlos Macieira (Calhau).
Leia a nota da SES na íntegra
Considerando a grave situação de atendimento da rede municipal de saúde de São Luís, especialmente nos Hospitais Socorrão I, Socorrão II e Hospital da Criança, ocasionada pela falta de insumos básicos para a devida prestação dos serviços médicos, pela dificuldade de operacionalização dos equipamentos por falta de manutenção, e ainda a ameaça de paralisação das equipes de saúde por atraso no pagamento dos seus salários, fatos que estão causando graves prejuízos à comunidade usuária do Sistema Único de Saúde na capital do Estado, com risco de morte para os pacientes em demanda a esses serviços.
Considerando, ainda, que essa situação também está ocasionando o congestionamento das UPAS da rede estadual e dos hospitais de retaguarda clinico-cirúrgica, como o Hospital Geral, o Hospital Carlos Macieira e o Hospital Infantil Juvêncio Matos, os quais estão sendo obrigados a realizar atendimentos muito acima de sua capacidade operacional, o que pode ocasionar queda na qualidade dos atendimentos, e a suspender o desenvolvimento de algumas ações como cirurgias oncológicas, neurocirurgias e cirurgias eletivas, a Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão vem, por meio desta Nota Oficial, comunicar à população que resolveu, de forma emergencial e inadiável, adotar as seguintes medidas, até que o prefeito eleito assuma o comando da administração municipal:
1-Disponibilizar, em caráter de urgência, para os hospitais da rede municipal de São Luís, materiais médicos, medicamentos e alimentação, assim como serviços de ambulância, de limpeza e de desinfecção hospitalar, de exames laboratoriais, e ainda, caso necessário, equipes de profissionais da saúde, de forma que os atendimentos nas unidades da rede municipal voltem, o mais breve possível, à normalidade;
2- Requisitar emergencialmente à Universidade Federal do Maranhão a cessão do prédio construído pela UFMA em terreno do Hospital Tarquínio Lopes Filho, que está atualmente sobrecarregado em decorrência da crítica situação descrita na rede municipal. Esta cessão possibilitará o imediato acréscimo de 100 leitos no Hospital Geral, trazendo uma rápida resposta às necessidades de atendimento à saúde da população.
3- Colocar à disposição do SAMU ambulâncias da Secretaria de Estado da Saúde até que sua frota seja recuperada e colocadas em operação.
Além do atendimento nos hospitais Socorrão I (Djalma Marques) e II (Clementino Moura) e da Criança, da rede municipal de São Luís, será regularizado em 72 horas, a contar desta sexta-feira (21). A afirmação é da Secretaria de Estado de Saúde (SES).
A primeira medida é dar condições estruturais para que essas três unidades de saúde possam voltar a funcionar dentro de sua plenitude. Para tanto, a SES disponibilizará aos hospitais municipais todos os insumos básicos para que as equipes médicas possam atender os pacientes de urgência e emergência.
Ficou acordado com os gestores municipais que em vez de fazer o repasse de R$ 3 milhões devidos à SES, a Prefeitura de São Luís utilizará esses recursos para que, ainda nesta sexta-feira (21), sejam pagos os salários dos médicos, os serviços dos grupos da ressonância e da tomografia e alimentação das unidades, e também os serviços de laboratório.
Além disso, o Estado disponibilizará ambulâncias para que o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) possa garantir a transferência de pacientes graves para as unidades de emergência
De acordo com o secretário estadual de Saúde, Ricardo Murad, até o dia 1ª de janeiro de 2013 o Governo do Estado irá compartilhar com a prefeitura a gestão desses hospitais para garantir assistência à população. A informação foi repassada durante entrevista coletiva, onde também estiveram o secretário de Comunicação, Sérgio Macedo, e do superintendente da Vigilância Sanitária, Paulo Jessé Gonçalves.
"Hoje esses hospitais estão em situação crítica. Temos laudo da Polícia Civil, relatório da Vigilância Sanitária, nota do Conselho Regional de Medicina (CRM) dizendo que os profissionais estão parando e sem condições de trabalho, além da ação da procuradora federal Ana Karízia, que também mostrou a fragilidade do sistema, o que culminou com essa decisão. Nossas UPAs chegaram a tal ponto de estrangulamento que se não tomássemos medidas emergenciais as pessoas teriam que ser atendidas nas calçadas", destacou Ricardo Murad.
Ricardo Murad explicou que a gestão dos hospitais continua com o município. O que o governo está fazendo é compartilhando aquilo que é necessário em vista da dificuldade enfrentada pelo sistema de saúde pública de São Luís.


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