segunda-feira, 8 de abril de 2013

Liberdade de Capita pode levar à soltura dos outros acusados no caso Décio

A polícia do Maranhão, e o Ministério Público influenciado por ela, se enredaram em uma teia de equívocos no caso Décio Sá que pode levar à soltura de todos os acusados de participação na morte do jornalista.

Como o processo é o mesmo, e o capitão Fábio Aurélio Saraiva, o Capita, ganhou Habeas Corpus na tarde desta segunda-feira (08), todos os demais podem ser beneficiados com o mesmo dispositivo – afinal, são réus primários, com endereço conhecido e sem mais possibilidade de influenciar nas invetigações.

A decisão do desembargador Antonio Froz Sobrinho em favor de Capita teve como um dos argumentos uma questão já levantada neste blog: a de que a própria Polícia Militar declarou não possuir em seu arsenal armas do tipo da usada pelo assassino Jhonatan de Souza.

O leitor pode rever no texto “laudos da arma usada para matar Décio já estão anexados ao processo…”

Assim, a polícia não tinha como afirmar que a arma foi passada pelo oficial. Tanto que Froz Sobrinho cita isso em sua decisão.
Perito mostra detalhes da arma usada por Jhonatan: não é da PM
“Caso Décio: limitações da acusação ao capitão…”

Mas a equipe de investigação do secretário Aluísio Mendes já sabia que não tinha como manter Capita preso por todo este tempo. E a Justiça só protelava uma decisão de liberdade por que temia repercussão negativa, caso fosse obrigada a liberar também os demais envolvidos.

Erros da polícia, que, açodada por concluir a investigação, deixou para trás provas muito mais contundentes e ignorou suspeitos admitidos pelo próprio secretário em conversas com jornalistas – inclusive o titular deste blog – mas negados publicamente.

Desde a conclusão do inquérito este blog mostra evidências de que a investigação fora conduzida equivocadamente a um caminho.

E a leitura fria dos autos começa a comprovar esta tese, que apenas Aluísio Mendes e sua equipe insistem em afirmar.

Pior: a morte de Décio pode completar o primeiro ano sem que o julgamento tenha pelo menos começado.

E com acusados – e outros envolvidos – em plena liberdade…

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