segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Empresário Daniel Smith teria oferecido carona a bandidos

Investigações das Polícias Civil e Militar identificaram quatro pessoas suspeitas de envolvimento no desaparecimento do empresário Daniel Prado Smith. Para a polícia, ele foi vítima de um latrocínio (roubo seguido de morte) após oferecer carona a quatro pessoas na tarde da última quarta-feira (4) no momento em que retornava de uma loja de decoração, no Calhau.

Um dos envolvidos, identificado como Jonatha João Nunes, de 19 anos foi apresentado durante entrevista coletiva pelo secretário de Segurança Pública, Aluisio Mendes. Na ocasião, um adolescente, apontando como líder do grupo também foi apreendido. Contra ele já existiam sete registros de atos infracionais, sendo que só na Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), o adolescente já tem registro de três, nos quais teria envolvimento nos assaltos a um delegado de Polícia Civil, um policial rodoviário federal e um parente de um promotor de Justiça.

“Foi mais um trabalho integrado entre as Polícias Civil e Militar. São criminosos de alta periculosidade e o adolescente já tem vários atos infracionais. Não vamos permitir que nenhum assaltante permaneça circulando no meio da sociedade, pois nossos policias continuarão sendo treinados em inteligência e todos os homicidas e latrocidas serão presos”, pontuou Aluisio Mendes.

Durante o interrogatório, o adolescente e Jonatha detalharam todo o percurso em que permaneceram com a vítima. De acordo com o delegado André Gossain, o empresário teria sido rendido ao parar o seu veículo Corola, de placas HOZ- 1888 e oferecer carona aos quatro jovens. Ao se aproximar do carro, os criminosos anunciaram o assalto.

“Entre as 16h e 19h, o grupo circulou por bairros como Araçagy, Olho D’Àgua, entre outros. Eles ainda levaram R$ 200 reais, um cordão de ouro e uma aliança. Após percorrer agências bancárias, eles decidiram levar a vítima para um matagal, no Cohafuma, onde o empresário foi morto de forma brutal”, explicou o delegado.

Gossain contou ainda que o empresário teve suas mãos e pés amarrados. “Ele foi amordaçado com a própria camisa e deitado ao solo. Daniel foi severamente espancado com golpes de madeira e chutes. Não satisfeito eles ainda pisaram nas costas e no pescoço da vítima”, completou.

A dupla foi detida na localidade conhecida como “boca da onça”, na Vila Conceição. No ponto, militares do Serviço de Inteligência da Polícia Militar cercaram o local e efetuaram a prisão. Uma das pessoas que estava no barraco, identificado como Givanilson Santos, conhecido como “pato”, que seria traficante, efetuou disparos contra os policiais e foi atingido. Ele ainda foi socorrido, mas veio a óbito a caminho do hospital. A polícia ainda realiza diligências a fim de localizar os dois outros ocupantes que estavam no veículo.

Assaltos

Durante a ação criminosa, os suspeitos cometeram um assalto a uma residência no Araçagy. No local, encontraram um veículo Punto e abandonaram o carro do empresário. Do interior da casa, os assaltantes levaram aparelhos de tv, computadores e celulares das vítimas. O segundo veículo foi encontrado no bairro do Anjo da Guarda.

Em depoimento, o adolescente admitiu ter efetuado ainda um disparo contra a cabeça da vítima. Peritos do Instituto Médico Legal (IML) informaram que não foi encontrado nenhum projétil alojado na cabeça e nem lesões provocadas por arma de fogo. Eles foram autuados por latrocínio, formação de quadrilha e ocultação de cadáver.

Presentes também o secretário adjunto de Inteligência e Assuntos Estratégicos, Laercio Costa, da delegada Geral de Polícia Civil, Maria Cristina Resende e do comandante da Polícia Militar, coronel Franklin Pacheco e ainda os delegados Augusto Barros e André Gossain, superintendente Estadual de Investigações Criminais e titular do Grupo de Resposta Tática (GRT).

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