quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Cooperativa de Pescadores e marisqueiros vai garantir direitos como o seguro-defeso

Os principais projetos da Cooperativa para o s pescadores da Raposa, além do seguro-defeso, é a questão da câmara frigorifica e do caminhão baú

O presidente da Cooperativa de Pescadores e Marisqueiros do Município de Raposa, Antônio Francisco Teixeira, o Toinho, antecipou com exclusividade ao blog A Voz da Raposa, que no inicio de 2014 a entidade já estará podendo disponibilizar ao associado o seguro-defeso. Outra garantia de direito que a instituição tenta viabilizar para os pescadores de Raposa é a tão aguardada Câmara frigorífica, ferramenta de grande necessidade e utilidade para os trabalhadores da pesca, mas omitida por várias Colônias que hoje representam os pescadores de Raposa.
A entidade surgiu no ano de 2000, época em que havia uma grande quantidade de peixes no município e que por esta razão atraía caminhões que vinham de varias partes do Norte e Nordeste para comprar o peixe, mas sem uma politica de preços, o que deixava o pescador sempre no prejuízo. “O lucro que ficava era muito pouco”, esclareceu Toinho.
Nesta época Toinho reuniu alguns pescadores pra formar uma cooperativa a fim de socializar esse peixe, vender cooperativamente, ratear despesas e lucros, cuja receita era desperdiçada anteriormente, sem cooperação, sem associativismo.      
Toinho esclareceu que a partir de 2014 a cooperativa estará apta a pagar o seguro-defeso, garantia de direito que ainda não está disponível por motivos políticos relacionados a entidades já existentes. Uma portaria de janeiro de 2011, já dá plena a autonomia à entidade de liberar o seguro, mas alguns entraves burocráticos ainda comprometem o direito. Mas recentemente o ex-deputado Julião Amim procurou a cooperativa para assegurar-lhes que ate o inicio do ano essas burocracias seriam superadas.    
Toinho falou da adesão dos pescadores e da perspectiva de crescimento da instituição para os próximos períodos: “O pescador está apostando na cooperativa pois já é um fato novo termos prestado serviço na questão jurídica  e social que ele não tem em outras instituições.  A cooperativa tem conseguido exames como ressonâncias, cirurgias, raio x e prestação de séricos como tirar a carteira do pescador também, cadastrado na cooperativa” afirmou Toinho.
Os principais projetos da Cooperativa para os pescadores da Raposa, além do seguro-defeso, é a questão da Câmara Frigorífica e do Caminhão Baú. Ambos já deveriam estar à disposição dos sócios, mas, por questões políticas, o financiamento nunca foi liberado. Toinho tenta agora ajuda da iniciativa privada e do Governo Federal.
Com a chegada da Câmara Frigorífica, o beneficiamento do peixe será mais prático, e técnicas como o da filetagem do peixe, a conversação do marisco (sururú, sarnambi), a linguiça e o peixe defumado estarão ao alcance do pescador e garantirá mais qualidade no produto final para a população, disse.
“A politica tomou rumos diferentes. Raposa ficou sem peixe e o peixe ficou caro, ninguém, mas quer comprar peixe na Raposa por casa disso. A cooperativa esta tentando democratizar essa situação. Queremos garantir o lucro do trabalhador da pesca” ressaltou Toinho. Atualmente os cerca de 60 barcos de raposa portam em Carutapera e o peixe já chega caro, pois, o atravessador cobra pelo serviço. Com o caminhão baú próprio, não será, mas necessário pagar um atravessador, esclareceu.  “O quadro de sócios contribuintes tem muitos direitos garantidos e nenhum pescador será excluído na entidade”, esclareceu.
Toinho finalizou conclamando os pescadores a se cadastrarem na cooperativa, pois esse cadastro lhes garantirá vários direitos, anto do ponto de vista jurídico como social e todo o suporte garantido por lei, e os que ainda não são garantidos por lei, a cooperativa irá atrás. Inclusive todo o respaldo que o hoje o pescador não tem em outras instituições.

Um comentário:

Gilberto agradece pela sua participação no Blog Voz da Raposa.