quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Neste momento, mais uma grande rebelião no Presídio de Pedrinhas com vários mortos

Um novo motim estourou na Casa de Detenção (Cadet) do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís no início da noite desta quarta-feira (08). O número confirmado de mortos em Pedrinhas já soma sete e pelo menos 17 feridos já foram transferidos para os Socorrões I e II, de acordo com informações do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops).

A rebelião. Informações extra-oficiais dão conta de que a maioria dos presos do Bloco A foram assassinados. O número total de mortos pode passar de 20, sendo pelo menos dois carbonizados. Já o número de feridos é de aproximadamente 40.

Neste momento, policiais da Tropa de Choque estão em operação dentro do presídio tentando conter a rebelião. O Secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes, o Secretário da Sejap, Sebastião Uchôa, a Delegada Geral, o Grupo Tático Aéreo (GTA) e o rabecão se encontram em frente ao presídio acompanhando a intervenção. Quatro ambulâncias estão no local para atender a demanda dos feridos.

Segundo o Secretário-adjunto da Sejap, Késsio Rabelo, os presos já tomaram dois pavilhões e cerraram celas para liberar outros presos. Seis pistolas calibre 380, bombas caseiras e outras armas letais foram encontradas.

A ordem para a entrada do Choque foi expedida pela governadora do Estado, Roseana Sarney, há aproximadamente uma hora. O representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Diogo Cabral, se retirou do local às 22h por não considerar necessária a mediação do órgão já que se trata de um confronto entre duas e gangues e a rebelião não possui pauta de reivindicação. Entretanto, ele afirma que a barbárie e o número de mortos poderiam ter sido evitados caso a intervenção da Tropa de Choque tivesse ocorrido antes. "Estou muito chocado com o que está acontecendo, esta rebelião é pior do que a de 2011", afirmou.

O clima é de muita tensão nos arredores do presídio. Familiares e curiosos aguardam o desenrolar da situação apreensivos do lado de fora.
A ainda a tentativa de alguns familiares de invadir o presídio. Há muito sangue no chão em frente ao Complexo. Um engarrafamento quilométrico se formou na BR-135 por conta do acontecimento.

No Socorrão II, também surge um clima de tensão com um tumulto formado pela chegada dos feridos ao hospital. Segundo moradores do bairro, há rumores de que uma quadrilha se prepara a execução de um dos presos que chegou para ser atendido.

Começo da rebelião


Késsio Rebelo informou que a rebelião teria iniciado por volta de 18h30, no Pavilhão 2 do Bloco F, durante um procedimento de revista padrão, quando os agentes penitenciários encontraram um túnel que estava sendo escavado pelos presos. Um confronto iniciado e resultou na briga entre as gangues "Bonde dos 40" e "TCN".

Atualmente 600 presos estão alojados na Cadet.

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