domingo, 24 de novembro de 2013

São Luis, uma terra sem lei

Matar ser humano virou moda em São Luís. Tirar a vida de qualquer pessoa tem sido coisa comum nos últimos tempos na capital maranhense. Estamos regredindo, voltando aos tempos do Faroeste.
Não existem nos depósitos da Secretaria de Segurança Pública dados precisos de quantas pessoas foram assassinadas de janeiro até agora (novembro) na nossa cidade e muito menos na região metropolitana da Grande São Luís. Depósito, sim, até porque a Segup é jurássica não tem armazenamentos de dados.
Mas, por mês, os números devem passar de 70, sendo mais de dois por dia e para compensar existem finais de semana (sexta, sábado e domingo) que batem na casa de 12 sepulturas.
Além da disputa pelo poder do tráfico nas áreas periféricas, existem as brigas de vizinhas e principalmente os assaltos que ceifam vidas diariamente.
Andar armado na Grande São Luís é sinal de prevenção ou que o cabra é macho. Sair desarmado pelas ruas da região são sinais de covardia e imbecilidade.
Soma-se a tudo isso a impunidade. Matar dentro e fora da casa, nas ruas, praças e avenidas, tem sido algo corriqueiro. No dia que não tem briga enterram-se dois.
Lamentavelmente aqui a Polícia prende e a justiça solta. Não adiante reclamar.
Mas de uma coisa não podemos reclamar: A Grande São Luís pulou para o desenvolvimento, igualando-se a grande cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Empatamos nos índices de desempregos, desigualdades sociais e violência.

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