terça-feira, 27 de maio de 2014

Novo comandante do Batalhão de Choque fala dos projetos à frente do Batalhão

Qualificação profissional para um desempenho mais eficiente e eficaz nas operações. Essa é uma das principais metas do novo comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, major Francisco Wellington Silva Araújo.  A proposta do major Wellington é dar continuidade ao trabalho do seu antecessor e melhorar as operações deflagradas pelo batalhão, dando ênfase ao aperfeiçoamento da tropa.
“O Batalhão de Choque é uma unidade especializada que atua no controle de distúrbios civis e nos casos de maior complexidade, onde todos os níveis de negociação foram esgotados. Para isso, os policiais tem que ser altamente preparados para agir da forma mais técnica possível. O Choque também atua no policiamento preventivo, dando apoio aos Batalhões da Região Metropolitana de São Luís”, destacou o novo comandante.
O major Wellington frisou a importância da multiplicação do conhecimento e da requalificação. “Três oficiais e um praça participaram de treinamento na Bahia e Rio Grande do Norte. Eles conheceram novas técnicas de atuação do Batalhão de Choque e novas armas para auxiliar nas ações. Eles vão repassar o que aprenderam no treinamento”. 
O Batalhão de Choque é composto por trezentos policiais, oito viaturas e dez motocicletas, distribuídos na Companhia de Choque, que atua no controle de distúrbios civis; Força Tática, que reforça o patrulhamento motorizado na cidade; e Companhia de Operações Especiais, considerada a equipe de elite do Batalhão de Choque, que atua nas operações mais delicadas. O batalhão também possui um Serviço de Inteligência.
Uma equipe composta por 29 oficiais reforça o policiamento no Centro de Detenção Provisória, Presídio São Luís I e II, Presídio de Pedrinhas e Central de Custódia de Presos de Justiça de Pedrinhas e do Anil.
“O BC é uma tropa de alta confiança do comandante, solicitado para situações pontuais e de perigo. Ele é acionado para resgatar a ordem pública e fazer o que a lei determina”, pontuou major Wellington.
Ele destacou a importância da interação da população com o BC no planejamento de operações com base nos pontos mais críticos apontados pelos moradores.

Operações
Atualmente, o Batalhão de Choque deflagra três operações na Região Metropolitana: Tornado, realizada semanalmente em cada batalhão de área, com seis viaturas e quatro motocicletas; Águia, ordenada pelo comandante geral da Polícia Militar, Zanoni Porto e coordenada pela Companhia de Policiamento Especializado, onde a PM atua em conjunto em pontos pré-definidos, com o Batalhão de Choque, realizando incursões e abordagens e o Esquadrão Águia, que realiza operações todo dia, com dez motocicletas.
“Todas as operações são baseadas em dados estatísticos levantados pelo Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS) e com informações dos comandantes dos batalhões de área, que apontam os locais e os horários com maior incidência criminal”, destacou o novo comandante.
Desde a posse do major Wellington no comando do Batalhão de Choque, dia 9 de maio, foram realizadas quarenta e quatro conduções; oito flagrantes; dez apreensões de armas, sendo seis de fogo e quatro brancas e cento e dezesseis porções de droga apreendidas, sendo 2 de maconha e as demais de crack.

Projetos
O major Wellington destacou a necessidade de reequipar o batalhão para ficar em pé de igualdade com os demais grupos. Esta semana foi enviado relatório ao comandante geral da Polícia Militar, Aldimar Zanoni Porto, solicitando Equipamentos de Proteção Individual (EPI).
O comandante do Batalhão de Choque destacou a pretensão da elaboração do Manual de Operações de Choque, para padronizar as ações e coordenar os trabalhos dos oficiais. “O quanto antes, queremos apresentar esse projeto, para que seja apreciado pelo Estado Maior da Polícia Militar, composto pelo colegiado dos coronéis”, declarou major Wellington. 

Perfil do novo comandante
Francisco Wellington Silva Araújo, de 40 anos, é casado, pai de três filhos, e ingressou na PM em 1993, por meio do Curso de Formação de Oficiais (CFO), da Universidade Estadual do Maranhão.
Atuou no 1º BPM; Comando de Policiamento Metropolitano de São Luís; 3º BPM, em Imperatriz; Batalhão de Trânsito; Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS); e no 8º BPM, onde coordenou a Patrulha do Bairro. “É meu maior desafio e uma grande honra assumir o Batalhão de Choque da Polícia Militar”, concluiu.

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