sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Tiroteio provoca pânico em clientes do Espertinho, na Cohama

Um tiroteio nas proximidades do Espertinho, na Cohama, na noite de quinta-feira(11), provocou correria e pânico. Quando ouviram tiros, os clientes procuraram se proteger de alguma forma. Mesas e cadeiras ficaram reviradas. Alguns carros foram atingidos por tiros.

A jornalista Fernanda Fernades, da TV Difusora, estava no Espertinho e relata como tudo aconteceu. Confira.

Deus, estamos bem!!!

Carro atingido por tiro
Obrigada pelo livramento dessa noite. Anestesiada. E aliviada por ter conseguido chegar em casa hoje com minha família a salvo. Final do dia e, estranhamente (porque há tempos não íamos lá), fui com minha família comer no EspeRtinho, na Cohama. Lá pelas 22h, não lembro ao certo por que fiquei meio desnorteada, uma onda de pavor e gritos de toda parte fizeram com que todo mundo corresse pra dentro do restaurante. Tiros na rua ao lado, dois veículos com pessoas armadas (segundo policiais do 8° BPM, pq só depois procurei saber) passaram atirando em carros estacionados. Não se sabe se pra atingir alguém ou aleatório mesmo.

No restaurante, uns metros de distância de onde estavam os carros, empurra-empurra, correria, vidros se quebrando com a passagem das pessoas entre as mesas apertadas, objetos sendo deixados pra trás. Por reflexo, instinto ou idiotice... Eu avancei dois metros e retrocedi porque tinha esquecido meu celular em cima da mesa... A gente não sabia se era arrastão, assalto, tentativa de homicídio ou se um carro desgovernado estava invadindo o lugar. Gente caindo por cima de mesa.. Uma menina do meu lado cortou o pé, a perna e se arranhou toda. Os clientes ficaram do lado de dentro por uns dez minutos, pra ver se era lá mesmo ou próximo. Muita coisa quebrou e muita comanda foi deixada lá sem pagamento. No desespero, nem lembrei de mim. Puxei minha mãe pra baixo de uma escada, meu pai do lado (tentando entender o que tava acontecendo e eu pedindo pra ele não sair de lá). Meu irmão tentando acalmar minha mãe, que chorava. Minha cunhada nervosa, mas serena tentando acalmar mamãe. Perdi meus chinelos, fiquei tentando me desvencilhar dos cacos de vidro pra não me cortar.


Pra completar, já mais calmos, apagão de uns 3 a 5 minutos. Mais pânico, porque só faltou luz naquele trecho. Passado o susto, ROTAM e viaturas do 8° Batalhão da Polícia Militar pararam lá. Na saída, vi três carros com vidros quebrados pelas balas. Pelo tamanho dos buracos, não eram de revólver. Ninguém foi preso, ninguém baleado, a polícia ainda não sabe a motivação. Há videomonitoramento da avenida, mas as câmeras não registraram o momento! Ow cidade violenta!

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