terça-feira, 29 de março de 2016

Programação do ‘Março Mulher 2016’ encerra na próxima quinta-feira (31)

Palestras, debates, oficinas, cursos, atividades culturais e de entretenimento marcaram as comemorações do ‘Março Mulher 2016’, programação do Governo do Estado em alusão ao Dia Internacional da Mulher – 8 de Março, que segue até quinta-feira (31). 

A vasta programação contemplou mulheres de todo o Maranhão e gerou intercâmbio de informações e experiências de diferentes setores e órgãos da gestão estadual. O ‘Março Mulher 2016’ marcou, ainda, a consolidação de políticas públicas e projetos do governo Flávio Dino para esse segmento.

“Prosseguiremos no fortalecimento das ações estratégicas para termos o Maranhão que nós queremos, com mais justiça, onde as mulheres têm os seus direitos plenamente reconhecidos. Direito ao trabalho, à saúde, à proteção contra a violência”, ressaltou o governador Flávio Dino no Dia Internacional da Mulher ao assinar o decreto que instituiu um Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) para adaptação da realidade maranhense às diretrizes nacionais para investigar, processar e julgar, com perspectiva de gênero, as mortes violentas de mulheres (feminicídios), ocorridas no Estado.

A secretária de Estado da Mulher (Semu), Laurinda Pinto, pontuou a relevância dos eventos realizados ao longo de todo o mês, destacando a atuação de várias secretarias de governo.  “O ‘Março Mulher 2016’ reuniu diversas atividades e possibilitou importantes debates, reforçando ações voltadas para as mulheres e contando com a forte participação delas”, afirmou.

As atividades do ‘Março Mulher 2016’ seguem até a quinta-feira (31). Destaque para as discussões sobre os 10 anos da Lei Maria da Penha; lançamento do prêmio Mulher Maranhense que homenageia cinco mulheres com reconhecida contribuição à luta pelos direitos femininos no estado; e a consolidação dos diálogos sobre a Lei do Feminicídio, que completou um ano e é implantada em várias regiões no estado, com a participação da Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres.

A secretária Laurinda Pinto reforçou que eventos deste porte contribuem para fortalecer a mulher. “Estimula o empoderamento e desperta para o conhecimento de si e de sua capacidade e autonomia, tanto emocional, quanto financeira”.

Homenagens nas secretarias

A Secretaria de Estado de Economia Solidária (Setres) também lembrou a mulher com um roteiro especial de ações, o que incluiu trabalhos sociais e debates com mulheres representantes de instituições e segmentos diversos. 

As ações tiveram como foco as mulheres trabalhadoras e sua ampla jornada. A programação culminou com exposição de artesãs da Economia Solidária de São Luís com serviço de vacinação em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES).

A programação especial da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Sectur) agregou oficinas, intervenções culturais e rodas de conversa durante o evento “Mulheres: pela cultura de ter direitos”. 

Durante dois dias, a ação teve presenças de artistas plásticas, psicólogas, mulheres representantes de movimentos culturais, do movimento LGBT e demais organizações. Na programação cultural, concerto lírico e performances artísticas.

A homenagem do Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão (Detran-MA) às mulheres se traduziu em flores. Condutoras receberam rosas brancas durante as abordagens da Operação Lei Seca, realizada no dia 12 de março. 

O gesto simbólico para a data marcou a presença, pela primeira vez, de uma mulher, a advogada Larissa Abdalla Britto, no cargo de diretora geral do órgão, que acompanhou a ação de entrega das flores. Larissa Abdalla Britto destacou que a educação para o trânsito, aliada à Operação Lei Seca, leva ao cidadão a mensagem de paz e segurança no trânsito. 

A programação teve apoio da Companhia de Policiamento Rodoviário Independente Individual (CPRVind).

Mês da Mulher



O ‘Março Mulher 2016’ contemplou uma programação em alusão ao Dia Internacional da Mulher, que foi comemorado no último dia 8 de Março, lembrando as tecelãs de New York, nos Estados Unidos, que morreram queimadas durante manifestação, em 1857. A luta delas pela igualdade de condições trabalhistas entre os gêneros marcou a data e suscita várias homenagens mundialmente.

As mulheres reivindicavam melhoria das condições de trabalho, incluindo equiparação de salários com os homens. Elas chegavam a receber até um terço do salário de um homem para executar o mesmo tipo de trabalho.

A manifestação foi reprimida com violência, elas foram trancadas na fábrica que foi incendiada causando a morte de aproximadamente 130 tecelãs. A data foi instituída por decreto da ONU, em 1975.
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