sábado, 18 de junho de 2016

A ENCRUZILHADA

Por: Aziz Santos


Quem imagina que as lideranças nacionais do PT são mais corruptas do que as do PMDB está redondamente equivocado. São iguais! Apenas do PT exigíamos mais compromisso com a ética e com um programa de Nação, coisas sempre distantes do PMDB e seus apaniguados. 

Os petistas foram mais descuidados, com mais sede ao pote, e se serviram de parceiros duvidosos para manter a governabilidade, ao invés de confiarem no apoio de parcelas majoritárias da sociedade que neles acreditaram por décadas. 

Dilma caiu – não se sabe se volta – não apenas pelas artimanhas da direita, que trabalhou intensamente nos meios de comunicação para isso, mas pelo clamor das ruas, que já não aguentava o descalabro, a mentira, a corrupção. 


A esperança que temos agora é a da decisão pela Justiça Eleitoral da impugnação do mandato Dilma/Temer, na medida em que vai ficando claro para o conjunto da população brasileira que a campanha da chapa vencedora das eleições de 2014 foi irrigada pelo petrolão. 


A questão é se a decisão tão esperada será prolatada este ano, o que permitiria eleições diretas imediatamente. Decisão pós-2016 implica em eleição indireta, o que beneficiará a direita majoritária no Congresso Nacional.

Qual a encruzilhada? A falta de uma liderança nacional estilo Brizola que poderia levantar o ânimo das massas para exigir rápida decisão da Justiça Eleitoral - único poder que não se subordina a prazos, verdadeiro absolutismo. Não se pode esperar que o PT e seus simpatizantes (muito bons por sinal em protestos de rua) defendam esta tese, absolutamente contrária aos seus interesses, dado que, se impugnada a chapa eleita em 2014, cairia por terra o último argumento deles, isto é, o da legitimidade das urnas, porque então restaria provado que as eleições não foram tão limpas assim e que se tratou, em verdade, de um processo totalmente viciado.


Curiosa e temerária a tese de alguns de que o próprio Congresso impediria o mandato Temer e se socorreria de eleições diretas. E a Constituição, onde fica?

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