segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Operações policiais garantiram eleições municipais no Maranhão

“Houve eleições. O crime não manda no Maranhão. Este é um comando firme do governador Flávio Dino e fizemos cumprir a legislação brasileira”, disse o secretário de segurança Jefferson Portela, em coletiva na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA), na noite de domingo (02), sobre o combate ao crime no Maranhão durante o pleito eleitoral municipal. Ao todo, foram identificados 93 envolvidos nos ataques a ônibus e escolas na Grande Ilha, e 68 crimes eleitorais em municípios do interior do estado. Os números são resultado da força-tarefa de segurança organizada pelo governo estadual, para garantia de eleições seguras e limpas.

A SSP realizou duas grandes operações no estado. A ‘Operação Resposta’ vistoriou o Complexo Prisional de Pedrinhas em busca de celulares e identificação de mandantes dos atentados que puseram em risco as eleições municipais na Região Metropolitana. A polícia também prendeu os executores dos incêndios a ônibus e escolas sede de colégios eleitorais, resultando em 66 autuações de prisão e 27 menores de idade encaminhados para regime de internação, para cumprimento de medidas socioeducativas.

Por meio da Operação ‘Eleições 2016’, a união das forças de segurança trabalhou com dois meses de antecedência na apuração de denúncias de crimes eleitorais, cujas investigações foram direcionadas para 18 Delegacias Regionais. Entre as ocorrências registradas, há crimes de ameaça, de danos, tentativas de homicídio, compra de votos e arregimentação de eleitores, mais conhecida como “boca de urna”.

Durante a coletiva, o prefeito de Mirinzal, Amaury Santos Almeida, foi custodiado na SSP para término da atuação em flagrante por crime eleitoral de tentativa de homicídio, juntamente com seu segurança e motorista, Hamilton Carlos Mondego Ferreira, conhecido também por ‘Preguinho’. Candidatos a reeleições em seu município pelo PDT, Amaury e Preguinho são suspeitos de atirar contra Luís Carlos Silva Pacheco e Wedson Ribeiro Bastos, cabos eleitorais da oposição. Após autuação em flagrante, os suspeitos foram conduzidos para alas separadas no presídio de Pedrinhas.

Investigações continuam
Ao divulgar o balanço das operações, Jefferson afirmou que as investigações continuam para prisão de mais responsáveis pelos atentados na Grande Ilha, e identificação de outros mandantes internos de Pedrinhas. “Não adianta vozes criminosas soarem em contrário. No Maranhão, o que vale é a lei”, frisou o secretário.

As operações foram executadas pelas polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros, com o aporte de homens do Exército Brasileiro e Força Nacional, solicitados pelo governo estadual, e Guarda Municipal, mediante parceria com a Prefeitura de São Luís.

Também participaram da coletiva, o delegado-geral da Polícia Civil, Lawrence Melo; o comandante-geral da Polícia Militar, Frederico Pereira; a delegada-geral adjunta, Adriana Amarante; o superintendente de Investigações Criminais, delegado Thiago Bardal; o superintendente de Polícia Técnico-científica, Miguel Alves; e o superintendente de Polícia Civil do Interior, Dicival Gonçalves.

Resultados da ‘Operação Resposta’
São 93 os envolvidos nos atentados incendiários na Grande Ilha, onde 27 são adolescentes apreendidos e encaminhados para regime de internação. Entre os 66 adultos autuados, estão 31 detentos do Complexo Prisional de Pedrinhas, identificados com mandantes dos ataques. Destes, 23 são líderes de facções criminosas, e foram transferidos para o Presídio Federal de Mossoró (RN).

Resultados da Operação ‘Eleições 2016’
As 18 delegacias regionais do Maranhão registraram 68 crimes eleitorais em cidades do interior. Foram 28 crimes de arregimentação de eleitores (boca de urna), 26 crimes de captação ilícita de sufrágio (compra de votos), 8 tentativas de homicídio, 4 crimes de danos e 2 crimes de ameaça.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Gilberto agradece pela sua participação no Blog Voz da Raposa.