terça-feira, 21 de março de 2017

Galeria de Arte do Sesc apresenta a Mostra Alistamento a partir desta quarta

O projeto Sesc Amazônia das Artes comemora 10 anos em 2017 e mais uma vez traz para São Luís interessantes produções artísticas da região amazônica. Com trabalhos em várias linguagens, a abertura da exposição Alistamento inaugura esta edição nesta quarta-feira, dia 22 de março. Resultado de um processo de experimentação estética que aproximou fotografia, retrato, pintura e intervenção, a mostra estará aberta ao público a partir das 19 horas, na Galeria de Arte do Sesc Centro (Praça Deodoro). “Alistamento” fica em cartaz até o dia 03 de maio, das 09 às 17 horas. Visitas medidas podem ser agendadas gratuitamente pelo telefone 32163830.

 Lançando luzes a respeito de valores que ultrapassam a camada mais aparente do indivíduo, a exposição convida para um olhar artístico sobre o alistamento, caminho que surge como opção de mudança de vida (que nem sempre se confirma) para muitos naturais de cidades pequenas - realidade não diferente de outras capitais brasileiras e mundiais.

Os jovens paraenses retratados foram fotografados e entrevistados a respeito de temas como identidade amazônica, militarismo e violência, e suas respostas e histórias fizeram parte do processo de investigação e construção dos trabalhos que serão expostos, entre óleos sobre tela, objetos, site-specific e videorretrato. Em pesquisa anterior, Éder abordou a experimentação com imagens de jovens divulgados como perigosos e criminosos por jornais impressos de Belém.

Propondo um debate e reflexão sobre o status e prestígio vinculados ao alistamento, o projeto foi contemplado pelo Edital Bolsa Funarte de Estímulo à Produção em Artes Visuais 2014. A curadoria da exposição é de Marta Mestre, curadora assistente do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, que acompanhou desde a etapa de convocação dos jovens até a produção das obras, com visita ao atelier do artista, em Belém. Marta explicou que a exposição Alistamento assume um magnífico efeito de espelho antropológico que, sob o véu de falar dos outros (soldados), deixa passar observações sobre nós, sobre a nossa cultura, os nossos valores e atitudes. E de um modo simples esse trabalho colocou em evidência o quanto toda a imagem é sempre a imagem de um outro, sendo a experiência de alteridade algo que nos é constituinte, e capaz de uma reformulação constante dos termos em que nos definimos.

Éder Oliveira é formado em Educação Artística com habilitação em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Pará (UFPA). O artista participou de exposições como ‘31ª Bienal de São Paulo’, ‘Pororoca: A Amazônia no MAR’ (Museu de Arte do Rio) e ‘Amazônia e Ciclos de Modernidade’ (CCBB Rio de Janeiro e Brasília).

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