quarta-feira, 31 de maio de 2017

Entenda por que policiais militares foram assassinados em Buriticupu por colegas de farda

O tenente Josuel Alves Aguiar e os soldados Tiago Viana Gonçalves e Glaydstone de Sousa Alves
A cúpula da segurança detalhou, na manhã desta quarta-feira (31), o trabalho de investigação que levou à prisão do tenente Josuel Alves Aguiar e dos soldados Tiago Viana Gonçalves e Glaydstone de Sousa Alves, lotados na cidade de Buriticupu. 

Eles são apontados como os autores do assassinato dos outros dois PMs cabo Júlio César da Luz Pereira e soldado Carlos Alberto Constantino Sousa, desaparecidos desde o dia 17 de novembro de 2016. O soldado Glaydstone de Sousa Alves está foragido e deverá se apresentar em até cinco dias. Se não se apresentar dentro desse prazo, será considerado desertor.

De acordo com o secretário Jefferson Portela, os dois policiais mortos foram chamados  para praticarem uma ação não autorizada. “Eles saíram em buscas para apreender máquinas, um trator e um caminhão. O Josuel Alves teria ligado para Carlos Alberto, no sentido de que realizassem a tal missão, que terminou resultando no sumiço dos mesmos. Durante as oitivas, foi descoberto que havia um desacordo entre os policiais. O inquérito policial continua, restando apenas saber a motivação e a localização dos desaparecidos. A prisão dos envolvidos é essencial para se esclarecer acerca do crime”, disse o secretário.

Portela salientou que os policiais mortos já estavam sendo investigados anteriormente pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), por conta de envolvimento em crimes. Eles eram suspeitos de práticas de crimes com associação criminosa.

“As investigações acerca dos mesmos foram por conta das suas ações ilícitas. Houve envolvimento deles pelos crimes de assaltos, extorsões e demais atividades ilícitas. 

Após o desaparecimento dos mesmos, fora realizada uma investigação e realizado o pedido de Mandado de Cumprimento de Prisão contra três acusados, mas o pedido de prisão ficou sendo analisado. Somente agora outro juiz decretou a prisão dos acusados”, acrescentou o secretário.  
“As investigações apontaram que uma pessoa conhecida por “Dal” teria sido procurado para acompanhar os policiais, mas que no momento marcado, teria sido descartado. No outro dia, esse “Dal” teria sido descartado pelos policias, no momento em que fora saber acerca de qual missão seria. As investigações ouviram mais de 40 pessoas, o que qualificou as investigações. 

A prisão dos policiais é apenas uma parte dos trabalhos. Foi pedida prisão temporária para uma investigação mais continuada”, disse o delegado Leonardo Diniz, superintendente de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP), responsável pela investigação do caso, com o apoio da delegada Nilmar da Gamar Rocha e sua equipe. 
O cabo Júlio César da Luz Pereira e soldado Carlos Alberto Constantino Sousa
O delegado Geral de Policia Civil Lawrence Melo disse que os policiais militares eram lotados na mesma unidade. Eles já vinham sendo investigados pela Seic por conta das duas vítimas estarem praticando atos criminosos.
“Tanto os autores como as vítimas vinham praticando atos criminosos. A ação policial a qual eles informaram às vítimas não foi registrada como missão. Suspeita-se que os acusados tenham realizado uma isca contra os policiais. O cumprimento de Mandado de Prisão tinha sido realizado desde fevereiro de 2017, ficando sob análise da justiça até esta data. 

Os acusados, após investigações da Polícia Civil, foram presos pela Polícia Militar. O Josuel Alves foi preso em São Luís, e o Tiago Viana na cidade de Bom Jesus das Selvas. As investigações irão continuar no âmbito da Justiça Militar”, disse o delegado.

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