segunda-feira, 14 de agosto de 2017

PRB vota contra o modelo distritão na votação da Reforma Política

Partido Republicano Brasileiro (PRB) se posicionou contrário ao sistema chamado “distritão” na comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 77/03), que muda algumas regras para as eleições. O líder do PRB na Câmara, deputado Cleber Verde (MA), e os deputados republicanos Márcio Marinho (BA) e Vinicius Carvalho (SP), membros do colegiado, acreditam que esse modelo não estimula a alternância política e favorece quem já está no mandato. 
“O distritão vai dificultar a participação do cidadão ou da cidadã que queira entrar para a política. O PRB entende que o atual sistema é muito mais vantajoso para a sociedade, porque permite aos partidos políticos organizarem seus diretórios e prepararem novas lideranças para concorrerem. Essa alternância é fundamental para consolidar uma política de mudança. O modelo foi aprovado com uma margem muito apertada na comissão – foram 17 contra 15 votos. Vamos derrotá-lo no plenário” afirmou o líder Cleber Verde.
O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira (PRB), também declarou ser contra a nova forma de eleger deputados. “Aprovar o distritão, modelo eleitoral do Afeganistão, é a prova de que no Brasil nunca perdemos a oportunidade de nos apequenar”, disse Pereira.
O deputado Márcio Marinho afirmou que o distritão exclui a representação jovem e a popular. “Sabemos que esse modelo vai permitir que os parlamentares que são detentores de mandado permaneçam na política. É um modelo que favorece a elite política atual”, criticou o republicano.
Vinicius Carvalho acrescentou que o distritão prejudica a representatividade. “Esse sistema só é aplicado em quatro países: Afeganistão, Jordânia, Vanuatu e Pitcairn. Ele gera uma disputa dentro dos partidos e cria uma guerra entre os candidatos. Não é uma forma de garantir a representatividade, sobretudo, daqueles que representam as minorias e bancam suas campanhas com recursos próprios”, finalizou o parlamentar.
A PEC ainda será votada em dois turnos no Plenário da Câmara dos Deputados e precisa de 308 votos para ser aprovada.

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