sexta-feira, 5 de abril de 2019

Policia identifica os possíveis autores do áudio das ameaças as escolas em Chapadinha

Espalhar boatos gerando pânico é crime.

Mentira é, de acordo com o dicionário, dizer o que não é verdade, dizer o que não se pensa. Na era digital e em tempos de redes sociais, o significado de mentira pode ser também pegadinha, boato ou trote, e não precisa ser Dia da Mentira, para a propagação de informações inverídicas, como aconteceu nesta quarta-feira(03/04), através de um áudio que viralizou pelo WhatsApp em Chapadinha.

As Policiais Militares e Civis conseguiram identificar e localizar os possíveis autores do áudio das ameaças, fizeram a condução dos mesmos até a delegacia de Policia Civil de Chapadinha, onde foram colhidos depoimentos, dos envolvidos, em depoimento uma aluna da escola Paulo Ramos disse: "foi uma brincadeira de alunos sem noção" as alunas relataram em depoimento: "Que estavam brincando no grupo da turma delas, Aí depois viram que espalhou a história, de imediato mandaram um outro Áudio desmentindo a história".

A identificação dos envolvidos tornou-se possível em virtude de todos os autores utilizarem números de telefone celular em suas conversações no grupo de WhatsApp. Após identificados  foram ouvidos pela autoridade policial, as alunas e em seguida dispensadas.

O principal problema nesse caso é que muitas vezes as pessoas acreditam estar fazendo uma coisa boa. Estão passando adiante uma informação que vai ajudar ou proteger alguém. Ou gerar uma recompensa. Mas é justamente essa a intenção de quem constrói o boato. Ele é feito para parecer algo revoltante ou extremamente convidativo, de forma que o leitor compartilhe logo, sem reflexão, sem pensar se aquela informação faz mesmo sentido.

A questão mais séria em relação às falsas notícias é que elas podem afetar seriamente a vida das pessoas. Em um nível mais elementar, o boato pode ajudar a reforçar um pensamento errôneo. 

Em um nível mais elevado, pode destruir uma reputação e prejudicar alguém. E, pior ainda, pode acarretar em uma tragédia como no caso de pessoas acusadas de crime que não cometeram ou de tratamentos de saúde que não funcionam


Especialista


Segundo Washington Moura, mestre em comunicação, é delicado repassar algum tipo de material sem ter a certeza se aquilo é verdadeiro ou falso. “Acaba sendo um comportamento irresponsável repassar um material sem ter a certeza que aquilo é ou não verdadeiro. Um boato, uma ‘brincadeira’, pode causar grandes danos para a vida da pessoa ou pessoas envolvidas. Com a era digital, os casos se tornaram mais frequentes. A sugestão é que quem recebe algum conteúdo acusando alguém, apague o material, ou seja, não repasse, pois isso pode ser um problema irreparável”, disse

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