sábado, 14 de setembro de 2013

Convenção do PDT do Maranhão reúne maiores nomes do partido com envolvimento em corrupção

Dirigentes nacionais e estaduais da legenda são acusados de desviar milhões dos cofres públicos.

 

Desde as 8h deste sábado (14), acontece na Assembleia Legislativa do Maranhão, o encontro dos maiores nomes do Partido Democrático Trabalhista envolvidos em esquemas de corrupção, tendo como maior exemplo o desvio de dinheiro dos cofres públicos, tanto em nível estadual, como nacional.
A razão para o evento, além de discutir o caminho do PDT nas eleições de 2014, serve para declarar apoio ao pré-candidato ao governo do Estado, o presidente da Embratur, Flávio Dino.
Lupi e Weverton; ambos utilizaram um avião privado de forma irregular. Foto: Reprodução
Lupi e Weverton; ambos utilizaram um avião privado de forma irregular. Foto: Reprodução
Por lá deve se faz presente o presidente nacional do partido e ex-ministro do Trabalho e Emprego (MTE), Carlos Lupi, que entregou o cargo à presidente Dilma Rousseff (PT) no início de dezembro de 2011, dias após a Controladoria Geral da União (CGU) constatar indícios de desvios de dinheiro em convênios do Ministério do Trabalho com pelo menos 26 ONGs.
Antes, Lupi e o comando do PDT(este mesmo Lupi que negociou  o mandato do ex-governador Jackson Lago no Supremo Tribunal para não sair do ministério do trabalho chegaram a desafiar Dilma da mesma maneira que tiraram o filho do Jackson do PDT, avisando que, em caso de demissão, o partido deixaria o governo. Na época, o ex-ministro lançou uma pérola: ‘Para me tirar do ministério, só se eu for abatido à bala’. Ao ser advertido pela ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, de que havia extrapolado o tom, ele tentou retratar-se e pediu desculpas, declarando que amava a presidente.
Além de ter faltado com a verdade na Câmara sobre uma carona em um jatinho, Carlos Lupi tem ainda em sua folha corrida de escândalos o acumulo de cargos na Câmara de Deputados e na Câmara Municipal do Rio. Desafiador da lei, ele acumulou também a presidência do PDT com o cargo de ministro.
Outro grande nome do partido que deve fazer parte da convenção pedetista no prédio do Poder Legislativo do Maranhão é o atual ministro do Trabalho, Manoel Dias. Foi ele quem reconduziu os principais assessores de Lupi ao ministério assim que assumiu o comando da Pasta.
A gestão de Dias foi alvo de uma grande operação da Polícia Federal, a Esopo, deflagrada na segunda-feira (9), em 11 Estados e no Distrito Federal, que desarticulou uma quadrilha acusada de desviar R$ 400 milhões em licitações fraudulentas do MTE.
Em entrevista coletiva sobre a exoneração de um assessor e condução de seu braço direito para prestar depoimento na PF, Manoel Dias defendeu o PDT, afirmando que o partido era ‘ficha limpa’ por irregularidades como as apontadas pela Polícia Federal existirem em ‘qualquer lugar’.
Vice-presidente do PDT no Maranhão, Chico Leitoa foi condenado recentemente pela Justiça por ter causado prejuízo aos cofres municipais de Timon. Foto: Reprodução
Vice-presidente do PDT no Maranhão, Chico Leitoa foi condenado pela Justiça por ter causado prejuízo aos cofres municipais de Timon. Foto: Reprodução
Pelo Maranhão, o maior expoente de desvio de verbas é o hoje deputado federal Weverton Rocha.
Conhecidas pelo população do Maranhão, em especial a da capital, as irregularidades cometidas por Weverton Rocha incluem desde o desvio de colchões destinados a atender famílias desabrigadas pelas enchentes do Maranhão [na época, quase 40 mil maranhenses ficaram desabrigados ou desalojados em função das fortes chuvas], ao favorecimento ilícito de uma empresa para reforma de um dos ginásios mais importantes de São Luís, o Costa Rodrigues. A reforma nunca saiu do papel.
O presidente municipal do PDT é acusado pelo Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) e pelo Ministério Público Estadual (MPE) de desviar milhões dos cofres públicos.
Quem também tem o desvio de dinheiro do contribuinte comprovado pela Justiça é o vice-presidente estadual do partido, Francisco Rodrigues de Sousa, o Chico Leitoa, também também comporá a mesa da convenção trabalhista.
O ex-prefeito do município de Timon, pai do atual prefeito da cidade, Luciano Leitoa (PSB), foi condenado recentemente pela 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ/MA) a devolver ao erário a quantia exata de R$ 187.175,00 e pagar multa civil no mesmo valor, em decorrência da pratica de ato de improbidade administrativa.
Que falta faz o PDT  quando era chamado de pdtelles a que bons tempos de PDT sem Corrupção.
Depois desta conveção o velho Jackson estar se retorcendo no tumulo com vergonha de um partido que ele nunça imaginou no Maranhão


Fonte: Atual 7

Entenda melhor

‘Essa quadrilha tomou de assalto o PDT’, diz ex-ministro do Trabalho 

Pedetista, Brizola Neto critica grupo do presidente da legenda, Carlos Lupi

Brizola Neto, ex-ministro ministro do Trabalho 
BRASÍLIA — Seis meses depois de deixar o governo, o ex-ministro Brizola Neto decidiu romper o silêncio e criticou duramente o controle do Ministério do Trabalho pelo grupo do presidente do PDT, o ex-ministro Carlos Lupi. Brizola chama de "quadrilha" o grupo de Lupi. Para o ex-ministro, é inacreditável que o mesmo grupo que deixou o governo em meio a denúncias de corrupção tenha retornado a ocupar postos-chaves no ministério.

Em duas das mais recentes operações da Polícia Federal, Pronto Emprego e Esopo, quatro integrantes da cúpula do ministério foram presos, e o secretário-executivo Paulo Pinto teve que deixar o cargo.

As investigações prosseguem, e a polícia não descarta novas medidas de força contra pessoas acusadas de desviar dinheiro destinado a requalificação de trabalhadores que, em boa parte dos casos, estão a procura de melhores empregos.

— Essa quadrilha tomou de assalto o PDT, depois o Ministério do Trabalho. Saiu por corrupção e depois voltou — disse Brizola.

Servidores afastados

Quando assumiu o ministério na vaga de Lupi, Brizola afastou vários servidores do alto escalão, entre eles Paulo Pinto e o ex-assessor especial Anderson Brito Pereira, um dos presos na Operação Esopo.

Pinto, Pereira e outros foram reabilitados quando Brizola deixou o governo para ceder lugar ao secretário-geral do PDT Manoel Dias por indicação de Lupi, que controla a máquina do partido.

— Saí do ministério por estar fazendo a coisa certa — afirma o ex-ministro.

Brizola está tão irritado com as concessões da presidente Dilma Rousseff ao grupo de Lupi que esta semana até recusou um convite para uma reunião em Brasília com o chefe de gabinete da Presidência, Giles Azevedo. Giles ligou para o ex-ministro para conversarem sobre a mais nova crise na administração do Ministério do Trabalho pelo PDT, mas o ex-ministro disse não e deixou claro que não vai baixar o tom das críticas.

— Não vou me calar. Para mim é muito difícil. O que está acontecendo é muito grave. Querem destruir o PDT — disse.

Irritação com Dilma

Brizola Neto, que já estava desapontado com a volta do grupo de Lupi ao poder, ficou ainda mais irritado quando ouviu, em solenidade no Palácio do Planalto, a presidente Dilma fazer rasgados elogios ao deputado André Figueiredo (CE), líder do PDT na Câmara. Brizola reclamou dos mimos a Carlos Araújo, ex-marido da presidente. Para ele, Figueiredo também terá que dar explicações sobre desvios no ministério.

O ex-ministro sustenta que o Instituto Mundial de Desenvolvimento e Cidadania (IMDC), a Oscip que está no centro das investigações da Operação Esopo, foi agraciada com quase todos os contratos do Ministério do Trabalho com programas de requalificação profissional no Ceará, estado de origem de Figueiro. Segundo ministro, o monopólio dos contratos e das verbas pela entidade tinha como fonte o deputado.

— Há cinco anos o IMDC ganha todas as licitações do Projovem no Ceará — lembra o ex-ministro.

O GLOBO tentou, sem sucesso, falar com Lupi e André Figueiredo. Lupi não retornou o recado deixado na caixa posta de seu celular. Figueiredo também não atendeu as ligações do jornal.

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