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CONCERTAÇÃO NACIONAL

Publicada em 25/03/24 às 14:51h - 15 visualizações

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 (Foto: Avozdaraposa@gmail.com)
Abdelaziz Santos

Anos atrás, publiquei alguns artigos sobre a polarização entre o PT e o PSDB. Dizia, na época, que era preciso encontrar porta de saída para não repetir a mesmice, já que ambos os partidos tinham a mesma visão sobre a economia (taxa de câmbio, juros, lucros sobre dividendos, exportação de bens primários, etc), a mesma covardia de não auditarem a dívida pública, principalmente a interna, mais cara, e com esse mecanismo sugavam – e sugam - a população em benefício dos rentistas, estreitando as margens orçamentárias das políticas básicas (educação, saúde e segurança pública).

Hoje, nos deparamos com nova polarização estimulada por quem pretende disputar as próximas eleições nacionais embalado na profunda divisão entre os mesmos. O Brasil tem dessas coisas, lembremo-nos que por aqui até a mais Alta Corte de Justiça tem lado, pois, apequenando-se, se agiganta em declarar que teria derrotado este ou aquele partido. Que vergonha!

A questão agora dos precatórios pagos de uma só vez pelo Governo atual e que resulta num escândalo financeiro maior que o mensalão e o petrolão é de tirar o fôlego, denuncia Ciro Gomes! O Brasil, entregue aos rentistas, estimulou a que grandes bancos comprassem os precatórios com enormes deságios e depois fossem ressarcidos pelo valor de face. Prêmio Nobel da Corrupção à vista para os dirigentes atuais do nosso País. Uma vergonha!

Outra vergonha que nos  entristece: os últimos dois Planos Decenais de Educação,14 dos quais deles sob o comando do PT, resultou na triste constatação de que 86% das metas não foram cumpridas e há retrocesso em 45% delas (dados da Campanha Nacional pelo Direito à Educação). Nenhum intelectual de peso teve a coragem de denunciar isso ao País, justamente numa terra que pariu Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro e Cândido Mendes, para ficar nestes três.

Um dos nossos grandes desafios repousa na superação da decadência intelectual do país, que vem se aprofundando nas últimas décadas, pela crise política estrutural que marca a vida social brasileira, levando as instituições culturais, científicas e educacionais a um nanismo sem precedentes, cuja superação apresenta-se indispensável para a reinvenção do Brasil.

Meu Brasil gigante adormece ainda iludido nas mentiras dos seus algozes, que vendem a alma ao diabo por um naco de poder. Aqui se distorce tudo. Somos campeões em “fake news”, ao ponto de não se saber quem é mais competente nas notícias falsas e na omissão das verdadeiras: se direita ou esquerda. Nisso se igualam.

Chegamos a uma situação de termos que conviver com a realidade de um governo que muito promete e pouco realiza, mas não se perturba ao pagar R$ 700 bilhões anualmente de juros da dívida pública, que teima em não auditar, da mesma forma que agiram os governos anteriores.

Porém, sou um otimista: imagino uma concertação nacional, deflagrada pela unidade de sentimento que nos conecta uns aos outros e que nos poderá guiar a um novo olhar para o futuro que desejamos construir. Que projeto seria esse? Não pode ser outro a não ser uma construção coletiva, reflexiva e dialógica como nos reivindica o mundo atual. A internet provou que é o grande instrumento de comunicação horizontal que temos à nossa disposição O Brasil inteiro respiraria na desconstrução consciente dos velhos paradigmas que nos soterram há séculos, enquanto tomaria fôlego na construção de um paradigma de mudança.

Não me refiro a uma ou outra liderança que possa surgir, mas que surja das entranhas mesmas do processo dialógico, sintonizada com a coesão do sentimento nacional que, por sua coerência, imprima a qualidade desejada da linguagem entre o nosso cérebro e nosso coração.

Acredito que a força que nos vem das entranhas mais profundas há que florescer auspiciosa e sedenta da justiça anunciadora da paz. A guerra surge quando nos pensamos melhores ou mais importante que os outros; a paz, quando compreendemos que somos iguais, embora diferentes.



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